Escolas apostam em alimentação saudável para combater sobrepeso e desnutrição infantil

A preocupação com a alimentação chega cada vez mais às escolas da rede Estadual de todo o Amazonas.
24/11/2016 16h28 - Atualizado em 24/11/2016 16h28

Foto: divulgação


A escola tem extrema importância na formação dos hábitos alimentares das crianças. A preocupação com a alimentação chega cada vez mais às escolas da rede Estadual de todo o Amazonas, onde frutas e verduras não são opcionais, todos os dias as crianças fazem refeições balanceadas e, nas salas de aula, aprendem a importância de se ter uma vida saudável.

De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), no Brasil, 33,5% das crianças com idades entre cinco e menos de nove anos apresentam excesso de peso. O mesmo percentual atinge os adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos com sobrepeso (33,5%), sendo que 8,4% estão obesos. Ainda segundo o órgão 7% das crianças menores de cinco apresentam desnutrição crônica (déficit de altura). Quando verificados dados de crianças de cinco a menores de nove anos 4,1% apresentam desnutrição aguda e 6,8% das crianças apresentam desnutrição crônica.

Para combater essas estatísticas, tanto com o excesso quanto a falta de peso ideal, a fase escolar é importante, segundo a nutricionista Glenda Farias, pois os hábitos adquiridos na infância e na adolescência são levados para a vida adulta. “Uma coisa é certa, quanto mais precocemente chegarmos ao ator, melhor. Trabalhar com as crianças é o ponto chave. Na infância, a gente trabalha a educação e não a reeducação, como na fase adulta”, explica.

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Atuando na rede estadual de educação, a nutricionista diz que uma alimentação um alimentação saudável é essencial, uma vez que na fase escolar, em sua maioria, a ela é a principal responsável pelo crescimento de nossos ossos, pele, músculos e órgãos. Ela garante que o aprendizado também pode ser afetado. “Nessa fase brincamos, pulamos, aprendemos a ler e a escrever, entre várias outras coisas, por isso uma alimentação balanceada é imprescindível, pois precisamos de energia necessária para todas essas atividades”, afirma.

Mudança
Preparando a “merenda” de milhares de estudantes todos os dias há mais de 11 anos, a merendeira Francisca Souza acompanhou de perto a mudança nos hábitos alimentares dos pequenos dentro da escola. “Antigamente nós servíamos o popular achocolatado com a bolacha, sucos e outras comidas mais pesadas. Nos dias de hoje, nós temos mais cuidado e zelo com o que é preparado para saber se aquilo vai ou não fazer bem para os alunos”.

Ela conta que, em sua opinião, por causa da má alimentação, as crianças são mais preguiçosas. “O recreio é prova. Ninguém parava quieto durante os intervalo. Isso ainda acontece, mas não é tanto quanto antes. Acho que é por causa da comida ruim”, completa.

Nas escolas
No Amazonas, o cardápio das escolas da rede estadual está focado na saúde e desempenho dos alunos. De acordo com o secretário de Estado de Educação, Algemiro Ferreira Lima, há um nutricionista para cada coordenadoria e o que é servido para os estudantes é aprovado pelo Conselho de Alimentação Escolar. Além disso, o Governo do Estado reforça o Programa de Alimentação Escolar do MS com um investimento de R$ 30 milhões.

O secretário ressalta ainda uma triste realidade que torna o reforço na alimentação ainda mais necessário. “Para muitos estudantes, infelizmente, a refeição feita na escola quebra o jejum e muitas vezes é a única do dia. Isso a torna ainda mais importante e faz com que tenha de ser ainda mais nutritiva”, completa.

Para reforçar as iniciativas, este ano foi implementado o projeto “Peixe Brasil”, que capacita os profissionais que são responsáveis pelo preparo de merenda escolar, os famosos merendeiros, no preparo de peixes regionais. Já contando com uma política estadual de alimentação escolar baseada na disponibilização de um cardápio que conta com mais de 30 itens oriundos da produção rural regional, com o novo projeto as escolas públicas estaduais passarão a adotar uma proposta de alimentação ainda mais saudável e nutritiva.


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