Carnavalesco é preso após estuprar e maltratar alunos em Manaus

Segundo a Polícia Civil, o homem cometia crimes dentro e fora de escola onde trabalhava no bairro Nova Cidade.
19/12/2016 19h14 - Atualizado em 19/12/2016 19h14
Foto: divulgação

O professor de teatro e carnavalesco Varildo Alves de Almeida, 50, foi preso por policiais da Delegacia Especializada em Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca), acusado de cometer crimes como estupro de vulnerável, exploração sexual e maus tratos contra adolescentes da rede pública estadual de ensino.

De acordo com Juliana Tuma, o homem foi interceptado pela equipe de investigação da Depca na tarde do último sábado (17), por volta das 14h, no momento em que organizava uma festa em um campo de futebol no Conjunto Osvaldo Frota, bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus. A prisão do infrator ocorreu em cumprimento a mandado de prisão preventiva, expedido no dia 8 de novembro deste ano, pela juíza Patrícia Chacon de Oliveira Loureiro, titular da Vara Especializada em Crimes contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes.

Conforme a autoridade policial, as investigações em torno do caso iniciaram no dia 8 de agosto do ano corrente, após uma denúncia anônima, informando que um professor seria pedófilo. “A partir de então iniciamos as diligências para identificar o infrator. Durante as investigações constatamos que Varildo ministrava aulas de teatro em algumas escolas da rede pública desde o ano de 2014”, explicou Tuma.

A titular da Depca afirmou, ainda, durante a coletiva de imprensa, que o infrator chegou a manter relações sexuais com dois adolescentes de 13 anos. Segundo as vítimas, para conseguir o que queria o professor oferecia dinheiro e objetos eletrônicos, como celular e computador, além de papeis de destaque nas peças de teatro que dirigia. Em depoimento, algumas testemunhas relataram já ter presenciado Varildo cumprimentar os alunos tocando em algumas partes íntimas deles.

“Mais de dez vítimas formalizaram denúncias contra ele na delegacia, tanto de estupro de vulnerável, como também pelos maus- tratos que sofriam durante as aulas. Alguns alunos relataram que o professor chegava a jogar sapatos neles, desferia tapas no rosto deles e proferia palavras de baixo calão. Ele ainda utilizava a expressão: “O que acontece no teatro, fica no teatro” para intimidar as vítimas”, esclareceu a titular da Depca.

Segundo Tuma, ao longo desses meses de investigações os policiais civis descobriram que Varildo estava pleiteando trabalhos em escolas no interior do Estado. Por conta dessa informação a autoridade policial representou o pedido de prisão preventiva em nome dele e intensificou as buscas pelo infrator, com o objetivo de impedir que ele fizesse novas vítimas, uma vez que ele se aproveitava da situação financeira de crianças e adolescentes para obter favores sexuais.

Varildo foi indiciado por estupro de vulnerável, exploração sexual e maus-tratos. Após os procedimentos cabíveis realizados na especializada, o infrator será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde irá permanecer à disposição da Justiça.


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