Em delação ex-Diretor da Odebrecht diz que Arhur recebeu R$ 300 mil em propina durante campanha

Artur aparece em uma ampla lista de políticos que teriam recebido doações ilegais de campanha.
10/12/2016 12h10 - Atualizado em 11/12/2016 13h57
Foto: Reprodução

O diretor de relações institucionais da empresa, Cláudio Melo Filho, em delação premiada entregue à Força-Tarefa da Operação Lava-Jato revelou que o prefeito de Manaus, Artur Neto, recebeu R$ 300 mil em propinas da construtora Odebrecht durante a campanha para o Senado Federal em 2010.

A íntegra do conteúdo da delação de Melo Filho foi revelada pelas revistas IstoÉ e Veja, em edições que circulam neste fim de semana. Artur aparece em uma ampla lista de políticos que teriam recebido doações ilegais de campanha, como o atual presidente Michel Temer, os atuais ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o atual presidente do Senado Renan Calheiros, entre outros.

De acordo com o delator, a doação a Artur para disputar a campanha de reeleição ao Senado se justificava porque ele “certamente seria um parlamentar de expressão no Congresso Nacional”. Melo Filho afirma que fez essa doação na condição de um mensageiro, “pois não tinha proximidade com esse agente político”.

Os pagamentos das propinas eram feitos por meio de doações legais e caixa dois para que parlamentares defendessem uma série de medidas provisórias e projetos no Congresso que obtiveram alterações favoráveis à Odebrecht graças a atuação criminosa dos deputados federais e senadores, incluindo Artur.

Artur era conhecido como ‘Kimono’ – o político amazonense é faixa-vermelha de jiu-jitsu, a maior graduação da arte marcial. A citação do tucano aparece na página 71 da delação no item 4.18.

CLIQUE AQUI E VEJA NA ÍNTEGRA DA DELAÇÃO, PUBLICADA PELA ISTOÉ

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“Arthur Virgílio (AM) [“Kimono”], no valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais). Ex-líder do PSDB, político importante, atual prefeito de Manaus/AM, sabia, caso eleito – o que não ocorreu – certamente seria um parlamentar de expressão no Congresso Nacional, o que justifica o pagamento a pretexto de contribuição de campanha, do qual participei como mensageiro da Odebrecht, pois não tinha relação de proximidade com esse agente político. O candidato não foi eleito”, disse o delator.


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