Testemunhas de acusação do processo da Operação Cauxi começaram a ser ouvidas pela Justiça

A Operação foi deflagrada em 2015 pelo MP-AM e investigou esquema de desvio de verbas públicas na Prefeitura de Iranduba.
14/12/2016 10h07 - Atualizado em 14/12/2016 17h01
Foto: Raphael Alves/TJAM

A Justiça amazonense começou a ouvir na manhã da terça-feira (13) as testemunhas de acusação do processo judicial da “Operação Cauxi”, deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE-AM), em 2015, que investigou um esquema de desvio de verbas públicas na Prefeitura de Iranduba. Entre os réus, está o ex-prefeito do município, Xinaik Silva de Medeiros, ex-secretários municipais de Iranduba, servidores e empresários locais. Serão três audiências nesta terça e não tem hora para terminar. A previsão é que os depoimentos deverão entrar pela noite. Até sexta-feira (16), a Justiça espera ouvir todas as testemunhas arroladas no processo e interrogar os 13 acusados.

O processo da Operação Cauxi, sob responsabilidade do juiz de Direito Jorsenildo Dourado do Nascimento, titular da 1ª Vara de Iranduba, é o maior em tramitação no Poder Judiciário do Estado do Amazonas com mais de 44 mil páginas e por isso foi desmembrado em três núcleos – Político, Empresarial e Administrativo -, para facilitar a análise das provas existentes. No primeiro núcleo ficaram os acusados detentores de cargos políticos; o núcleo Empresarial é composto por empresários acusados de envolvimento no esquema de corrupção; e no último núcleo, o Administrativo, estão os servidores públicos da Prefeitura de Iranduba que, de acordo com a acusação, também faziam parte da suposta organização criminosa, acusada de desviar verbas públicas e fraudar licitações do Município, cujo valor ultrapassaria R$ 56 milhões, conforme denúncia do MPE.

Audiências

Até 15h40 desta terça, já tinham sido ouvidas seis das nove testemunhas de acusação, arroladas pelo Ministério Público, que compareceram às audiências, todas do núcleo Político. Seriam dez testemunhas no total, mas uma não foi localizada pela Justiça. Ao longo do dia, ainda ocorrerão mais duas audiências para ouvir as de acusação do núcleo Empresarial (nove); e as testemunhas de acusação do núcleo Administrativo (nove). Dos 13 acusados, quatro continuam presos e compareceram à sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), no Aleixo, para acompanhar as audiências de instrução e julgamento: Xinaik Silva de Medeiros, David Queiroz Félix, Nádia Medeiros de Araújo e André Maciel Lima. Um dos acusados, Edu Correa Souza, aceitou a condição de colaborador premiado (delação premiada) e deverá prestar informações à Justiça nesta terça-feira.

As audiências estão sendo realizadas na sala da 3ª Câmara Cível do TJAM, na sede do edifício Desembargador Arnoldo Péres, localizado na avenida André Araújo, zona Centro-Sul de Manaus. A opção de promover as audiências em Manaus foi em função da estrutura física da Comarca de Iranduba, que não comporta um grande número de réus, testemunhas e advogados ao mesmo tempo, e também devido aos réus presos estarem em unidades prisionais da capital. A promotora de Justiça de Iranduba Yara Marinho, durante entrevista à imprensa, disse que o Ministério Público reuniu provas robustas contra os acusados. “Hoje se inicia a fase de instrução e o MP vai buscar a comprovação na Justiça de tudo o que foi narrado na denúncia, todos os delitos verificados; temos provas documentais, que são fartas e robustas”, declarou à imprensa.

Na quarta-feira (14), serão realizadas novas audiências para ouvir as testemunhas de defesa dos três núcleos do processo da “Operação Cauxi”. Os acusados serão interrogados pelo juiz nos dias 15 e 16, sendo a quinta-feira reservada para os réus do núcleo Político, e a sexta, para os dos núcleos Administrativo e Empresarial. As audiências serão iniciadas sempre a partir das 9h.

Fonte: TJAM


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