Homologação de delação premiada da Odebrecht na Lava Jato pode complicar Arthur Neto

O prefeito de Manaus é citado por um dos ex-diretores da Odebrecht e era conhecido como ‘Kimono’. Agora procuradores poderão pedir mandado de busca e apreensão.
30/01/2017 16h25 - Atualizado em 31/01/2017 10h22

Foto: reprodução


A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, homologou as delações de 77 executivos e ex-funcionários da empresa Odebrecht, nos quais eles detalham o esquema de corrupção na Petrobras investigado na Operação Lava Jato.

O prefeito de Manaus, Artur Neto é citado por um dos ex-diretores da empreiteira, Cláudio Melo Filho. Ele é acusado de ter recebido R$ 300 mil em propinas da construtora durante a campanha para o Senado Federal em 2010.

Na lista, o prefeito de Manaus aparece em uma ampla lista de políticos que teriam recebido doações ilegais de campanha, como o atual presidente Michel Temer, os atuais ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o atual presidente do Senado Renan Calheiros, entre outros.

Conforme o delator, Artur Neto era conhecido como ‘Kimono’ – o político amazonense é faixa-vermelha de jiu-jítsu, a maior graduação da arte marcial.

Com a homologação, os mais de 800 depoimentos prestados pelos executivos e ex-funcionários da Odebrecht ao Ministério Público Federal (MPF) se tornaram válidos juridicamente, isto é, podem ser utilizados como prova.

O que pode acontecer
As informações relatadas por delatores poderão ser usadas pela Procuradoria-Geral da República para aprofundar as investigações. O órgão deve receber ainda nesta segunda-feira toda a documentação. Os procuradores poderão, por exemplo, pedir abertura de inquérito ou mandado de busca e apreensão.

A expectativa agora é saber se Cármen Lúcia irá retirar o sigilo das delações, nas quais os ex-executivos citam dezenas de políticos com mandato em curso como envolvidos no pagamento de propinas.


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