Juíza de Lábrea determina revista em carceragem da delegacia do município

Medida resultou na apreensão de armas, celulares e até utensílios domésticos na unidade.
27/01/2017 11h18 - Atualizado em 27/01/2017 11h18
Foto: Reprodução

A carceragem da Delegacia de Polícia de Lábrea, município situado no Sul do Amazonas, distante 700 quilômetros da capital, passou na terça-feira (24) por uma revista que resultou na apreensão de armas, celulares e até utensílios domésticos.

A revista foi determinada pela Justiça e decidida após reunião entre a juíza Sabrina Cumba Ferreira – que reponde pela Vara Única da Comarca de Lábrea –, o promotor de Justiça Gérson Castro, o comandante da Polícia Militar no município, tenente Laurênio, e o delegado da Polícia Civil de Lábrea, Carlos Sena.

A revista teve início por volta das 16h e, no interior das celas da carceragem, foram encontrados 10 aparelhos de telefones celulares, sete facas, 18 estoques, três aparelhos de televisão, seis aparelhos de DVD, sete carregadores para celular, quatro tesouras, nove chaves de boca, cinco alicates, três espelhos retrovisores de motocicletas; dois estilingues (baladeira); um fogão elétrico, um aquecedor de água; quatro sanduicheiras, além de R$ 125.

A carceragem da delegacia de Lábrea abriga 79 presos, entre provisórios e apenados. De acordo com a juíza Sabrina Cumba, no local estão presos condenados por homicídio e tráfico de drogas, com penas que chegam a 25 anos de reclusão. A magistrada destacou que as autoridades locais estão atuando conjuntamente, em busca de soluções para coibir a entrada de materiais não autorizados na carceragem.

A juíza Sabrina também deu início a uma série de audiências com o objetivo de reavaliar os processo relativos a presos provisórios que estão hoje na carceragem do município. “Em conjunto com o promotor de justiça, estamos fazendo audiências na delegacia que, inclusive, já resultaram em liberdade de alguns presos provisórios que atendiam os requisitos legais para essa decisão. Estamos trabalhando, também, no sentido agilizar a análise dos processos dos presos provisórios. Temos na Vara Única processos de homicídios que estamos agendando os julgamentos conforme são pronunciados”, disse a juíza.

Fonte: TJAM


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