Juíza nega pedido de cirurgião acusado de mutilar mulheres e ele será ouvido em Manaus

Carlos Cury que é de Guajará-Mirim, em Rondônia teve o registro de médico cassado pelo Conselho Federal de Medicina, na última sexta-feira (27).
31/01/2017 15h53 - Atualizado em 1/02/2017 11h10

Foto: reprodução/ internet


A juíza Priscila Pinheiro Pereira, titular da Comarca de Maraã e que está atuando também como magistrada auxiliar na 11ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, indeferiu o pedido apresentado pela defesa do médico Carlos Jorge Cury Mansilla para que o mesmo fosse ouvido, por carta precatória, no município de Guajará-Mirim, em Rondônia. A juíza determinou que o réu seja ouvido, em audiência, na capital amazonense, na primeira quinzena de abril.

De acordo com a magistrada, o indeferimento do pedido da defesa para que Mansilla fosse ouvido pelo Juízo de Guajará-Mirim considerou a complexidade dos fatos apurados. “São casos complexos e entendemos que as audiências por carta precatória comprometeriam a análise devida nesta fase de instrução processual. Indeferimos, portanto, o pedido da defesa e determinamos que as novas audiências ocorram, com a presença do médico, na primeira quinzena de abril”, informou.

Carlos Mansilla será ouvido a partir do dia 10 de abril, primeiramente como réu em nove processos no qual figuram nove vítimas. Nos dias 11 e 12 do mesmo mês, como réu em outros quatro processos, em que figuram outras quatro vítimas.

Nessas mesmas datas – 10, 11 e 12 de abril – serão colhidos os depoimentos de uma vítima e oito testemunhas.

O cirurgião responde a 29 processos em andamento na Justiça Estadual, em sua maioria por acusação de erro médico e lesão corporal grave decorrentes de cirurgias plásticas. Destes processos, 2 tramitam sob segredo de Justiça e 13 ainda estão em fase de inquérito policial. O caso é acompanhado, também, pela juíza titular da 11ª Vara Criminal, Eulinete Silva Tribuzy.

Registro cassado
O médico é acusado de fazer vítimas tanto no Amazonas quanto em Rondônia, e também já atuou em Goiás. Com a decisão, ele não pode mais exercer a medicina no Brasil. O presidente do Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM), José Bernardes Sobrinho, disse que o registro dele no Amazonas foi cassado no ano passado, e a partir de então o caso seguiu para o CFM.


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