Deputado acusa prefeito de incompetência na gestão municipal

Para José Ricardo Manaus ‘tem estado nos piores posições, oferecendo um péssimo serviço. Uma vergonha nacional’.
22/02/2017 15h27 - Atualizado em 23/02/2017 10h29
Foto: divulgação

Na terça-feira (21) os rodoviários paralisaram novamente o trabalho, prejudicando 300 mil passageiros, porque 70% dos ônibus ficaram nas garagens; e, nesta terça-feira (21) também foi divulgada a pesquisa do Instituto Trata Brasil em que a capital amazonense ocupa o quinto lugar entre os piores municípios em coleta de esgoto, numa amostragem das 100 maiores cidades do país. A situação para o deputado estadual José Ricardo Wendling (PT) comprova a incompetência do prefeito Arthur Neto (PSDB).

“O sentimento que temos é que Manaus está sem gestor, sem administrador. Tanto no transporte coletivo como no saneamento básico. A cidade tem estado nos piores posições, oferecendo um péssimo serviço. Uma vergonha nacional! Um dia desses a tarifa de ônibus aumentou de R$3,00 para R$ 3,55 (tarifa técnica) e R$ 3,30 (tarifa operacional), esta última paga na catra¬ca, e já estão falando de aumentar mais ainda pra R$3,80, e mesmo assim as empresas continuam penalizando a população e o prefeito nada faz. A falta de saneamento já resultou na morte de crianças por causa dos bueiros destampados, são 2 mil abertos”, criticou.

José Ricardo acentuou que o transporte recebeu cerca de R$118 milhões (2016) em incentivos fiscais para melhorar a qualidade do serviço como aumento da frota, manutenção dos ônibus, repasse dos direitos trabalhistas, porém, o que o usuário vê diariamente são veículos velhos, e em quantidade insuficiente, além de greves dos rodoviários muitas vezes por atraso nos salários. O parlamentar lembrou que o vice-prefeito Marcos Rotta disse em entrevista que “a população não poderia ficar refém das empresas de transporte” e que “é necessário investigar em que estes empresários aplicam os recursos repassados pela Prefeitura”, mas os fatos demonstram que as declarações não passam de discursos.

Na área do saneamento básico, o deputado explicou que o serviço é mais precário do que as pessoas percebem, pois engloba segundo Lei Nacional de Saneamento Básico (Lei 11.455/ 2007), abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, coleta, transporte, tratamento, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, as águas das chuvas. “A pesquisa do Trata Brasil revelou que 50,3% da população têm acesso à coleta dos esgotos, mas somente 42% dos esgotos são tratados. E pelo contrato com a Manaus Ambiental a concessionária deveria oferecer 71% de cobertura de esgoto, só que até hoje não chega a 15%”, salientou.

No último dia 15, ele protocolou Indicação à Câmara Municipal de Manaus (CMM) para que seja realizada Audiência Pública em conjunto a fim de discutir o reajuste da tarifa do transporte, bem como os incentivos fiscais e subsídios e a planilha de custos.


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