Eduardo Braga é escolhido relator na CCJ e da indicação de Moraes ao STF

O Senador peemedebista disse ter ‘a melhor impressão possível’ do ministro licenciado da Justiça. Braga foi citado em delação na Operação Lava Jato.
09/02/2017 15h16 - Atualizado em 10/02/2017 15h01
Foto: Reprodução

O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) será o relator da indicação do ministro licenciado Alexandre Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Após ser comunicado sobre a escolha, Braga disse que tem a “melhor impressão possível de Moraes”.

Moraes foi escolhido na última segunda-feira (6) pelo presidente Michel Temer para substituir, na Suprema Corte, o ex-ministro Teori Zavascki, morto em janeiro. No entanto, para poder assumir a função, Moraes precisa ser sabatinado pela CCJ e ter seu nome aprovado na comissão e no plenário do Senado.

Como relator, caberá a Braga elaborar um parecer recomendando, ou não, a aprovação do nome de Moraes para ocupar uma vaga no Supremo.

Depois de apresentado o relatório, será concedida vista coletiva (mais tempo para que os senadores analisem o documento) antes de a CCJ realizar a sabatina com o indicado.

Em entrevista a jornalistas, Eduardo Braga disse que, pelos seus cálculos, o plenário principal do Senado poderá analisar a indicação de Moraes entre os dias 22 de fevereiro e 1º de março.

Lava Jato
Eduardo Braga está no sexto ano de mandato como senador e foi ministro de Minas e Energia no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Em depoimento de delação premiada, ex-executivos da construtora Andrade Gutierrez, investigados na Lava Jato, disseram que pagaram propina a Braga, quando ele foi governador do estado de Amazonas.

Nesta semana o deputado cassado, Eduardo Cunha (PMDB) em depoimento disse ao juiz Sérgio Moro, que Eduardo Braga é o ‘F’ da Petrobrás. Segundo ele, Braga e o presidente Michel Temer (PMDB) são os responsáveis pelas negociações e nomeações.

Em um dos momentos do depoimento Cunha afirmou que, o senador amazonense e Temer eram os principais responsáveis pela contratação da diretoria da Petrobras, a mesma que segundo o deputado cassado causou mais de U$ 2 bilhões de dólares de prejuízo com a venda de poços secos para a Shell.


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