Mandante do homicídio do pai em Coari é transferido para Manaus

“Neto” nega as acusações, mas contra ele a Polícia Civil do AM reuniu provas robustas que confirmam a participação dele como mandante da morte do pai.
21/02/2017 15h11 - Atualizado em 22/02/2017 11h21
Foto: Divulgação

Glauco Luiz Antony Barros, 29, conhecido como “Neto”, foi transferido de Coari (distante 363 quilômetros em linha reta da capital) para Manaus na manhã desta terça-feira (21). Ele foi denunciado por encomendar a morte do próprio pai, o dentista Francisco Ferreira Barros, que tinha 72 anos e da irmã, estudante de Medicina Glaucia Rayssa Antony Barros que também foi baleada. O duplo homicídio ocorreu no dia 16 deste mês, em Coari.

Segundo a polícia “Neto” teve a prisão decretada no último sábado, 18, pelo juiz titular da 1ª Vara Criminal de Coari, Fábio Lopes Alfaia. Ele foi interceptado perto da casa da sogra, naquele município, no último domingo, 19. Além do filho do dentista, também foram presos em Coari João Oliveira dos Santos, 26, o “Joãozinho”, e Kaisoney Pena da Silva, 21, o “Neyzinho”, identificados pelas equipes de investigação da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Coari e da DEHS como autores dos homicídios.

“Neto” nega as acusações, mas contra ele a Polícia Civil do Amazonas reuniu provas robustas que confirmam a participação dele como mandante da morte do pai. “A DIP de Coari, sob o comando do delegado Mauro Duarte, a equipe da DEHS e peritos do Instituto de Criminalística (IC) têm provas contundentes, tanto materiais, quando as relatadas em depoimento dos autores do duplo homicídio e também de vizinhos do dentista, que citaram diversos casos de violência do filho contra o pai”, declarou o delegado Juan Valério.

Ainda de acordo com a polícia o crime foi motivado por conta da venda de um imóvel do dentista no valor de R$ 85 mil e que “Neto” procurou “Neyzinho” e acertou que iria pagar R$ 5 mil pela morte do pai, mas tudo tinha que “parecer” um caso de latrocínio. “Neyzinho”, por sua vez, contratou “Joãozinho”, que é foragido da Justiça de Coari, para executar o crime. “Glaucia foi morta porque entrou no quarto, mas o alvo principal era o dentista”, ressaltou.


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