Membro de organização criminosa envolvida em desvio de R$ 500 mil em verbas públicas é preso em Manaus

Elivaldo Maia seria um dos líderes da organização e chegou a sacar cerca de R$ 200 mil do montante desviado.
20/02/2017 16h07 - Atualizado em 21/02/2017 11h03
Foto: Divulgação

O foragido da Justiça Elivaldo Celso Lopes Maia, 49, foi preso por envolvido no desvio de, aproximadamente, R$ 500 mil em verbas públicas que deveriam ser destinadas a professores da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O detento estava foragido e foi preso pelas equipes do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) após voltar de Boa Vista (RR) na tarde do último domingo, 19, por volta das 14h, na residência da sogra dele, localizada na Avenida Curaçao, bairro Nova Cidade, zona Norte da capital.

“Elivaldo é o nono componente de dez integrantes de uma organização criminosa investigada por desviar dinheiro de projetos científicos aprovados para professores e financiados por um banco privado. A quadrilha estava atuando na cidade há pelo menos dois anos. Oito integrantes da quadrilha foram presos em setembro de 2015 pelas equipes do DRCO por envolvimento no esquema criminoso. Ainda estamos em busca de uma mulher que também compõe o bando”, declarou o delegado Guilherme Torres.

Segundo a polícia Elivaldo seria um dos líderes da organização e chegou a sacar cerca de R$ 200 mil do montante desviado. Durante a abordagem policial, foram encontradas com ele seis documentos de Registro Geral (RG) com a foto dele, mas nomes diferentes, além de cheques, quatro certificados de horas complementares de uma faculdade particular, um certificado de conclusão de nível superior do curso de Pedagogia, um Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) e uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH), possivelmente falsificados.

“Elivaldo e Franklin Moisés Barbosa Veloso, 30, conhecido como “Frank”, que foi preso em setembro de 2015, acessavam a internet para saber os nomes dos bolsistas da Fapeam contemplados em projetos, bem como os respectivos números de Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs). Henrique, também preso naquela época, era ex-gerente de uma agência bancária em Autazes, município distante 113 quilômetros em linha reta de Manaus, descobria o número da conta e quanto a vítima mantinha na conta bancária. Então Elivaldo criava uma identidade falsa e sacava o dinheiro”, explicou o delegado Denis Pinho.

Integrantes do esquema criminoso
O líder do bando, Franklin Moisés Barbosa Veloso, 30, conhecido como “Frank”; Reginaldo de Souza Salgado, 46, o “Cacildes”; Adenauer Silva Seixas, 32, também chamado de “Natal” ou “Natalzinho Seixa”; Alex Souza da Silva, 30; Edivane Castro Pedroso, 42; Afonso Araújo Muniz, 51; Henrique Ferreira da Rocha, 50, e Jair Pereira Brandão Filho, 47, foram presos em setembro de 2015.

Reginaldo era responsável por falsificar os documentos pessoais das vítimas, como cartões do banco e documentos pessoais dos titulares das contas. Adenauer, Alex, Edivane e Afonso emprestavam as contas bancárias para a transferência das quantias. Jair, que era sogro de Franklin e residente em Autazes, teria apresentado o genro a Henrique.


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