Movimento LGBT+ é recebido por presidente da CMM e pede retorno da Parada Gay na Ponta Negra

A resistência da Parada Gay em Manaus se deu devido a uma mobilização da associação de moradores dos condomínios da Ponta Negra.
07/02/2017 15h08 - Atualizado em 7/02/2017 16h37
FOTO: TIAGO CORREA / CMM

Representantes do movimento LGBT+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros) entregaram, nesta terça-feira (7), ao presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS), um ofício solicitando uma maior aproximação dos grupos com o poder legislativo municipal e o retorno da Parada Gay na Ponta Negra. Em encontro, membros do movimento receberam do vereador a garantia que a agenda positiva da CMM inclui a abertura a todos os membros e entidades representantes da sociedade civil.

O ofício solicita a realização de uma audiência pública para discutir políticas públicas para mais informação à sociedade e mais segurança à comunidade LGBT. Segundo Wilker, a audiência deverá ser uma das primeiras a serem realizadas no âmbito da Comissão de Direitos Humanos (COMDIH), cuja formação será definida nesta quarta-feira (8).

Outra reivindicação do movimento foi o retorno da Parada Gay na Ponta Negra. Wilker pontuou que a resistência se deu devido a uma mobilização da associação de moradores dos condomínios da Ponta Negra.

“É o único dia em que a gente se sente cidadão quando crianças, avós pedem para tirar fotos com a gente de forma respeitosa. A parada reúne muitas famílias e acontece no mundo todo”, disse a organizadora da Parada do Orgulho Gay do Amazonas, Bruna La Close.

Membros do movimento, como Bruna La Close, Tiana Miles e Gabriel Mota, entregaram no gabinete de cada vereador uma rosa negra simbolizando o assassinato de 28 LGBTs no ano passado no Amazonas, segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), entidade que faz anualmente o levantamento de mortes LGBT no País. “São 28 vidas ceifadas e 28 famílias em sofrimento, o poder público tem o dever de lutar contra essa violência”, disse Wilker.

Segundo números do GGB, o Amazonas, no ano passado, com 28 mortes, só perdeu para São Paulo (49 homicídios), Bahia (32) e Rio de Janeiro (30) em assassinatos. Já Manaus, com 25 mortes desse total do Amazonas, foi a capital brasileira que registrou o maior número de assassinatos em termos absolutos, seguida por Salvador (17 assassinatos) e São Paulo (13). Somente neste início de ano já foram registradas três mortes em Manaus.

Além de Wilker, participaram também da reunião com o movimento LGBT+ os vereadores Glória Carrate (PRP), Álvaro Campelo (PP), Professora Jacqueline (PHS) e Sassá da Construção Civil (PT).


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