Criminalidade: o câncer que consome o Brasil

04/03/2017 15h25 - Atualizado em 4/03/2017 15h25
Foto: Reprodução/Internet

A violência no Brasil é tema recorrente e até os habituados ao clímax de terror que impera na sociedade, estão alarmados com os números que alcançam patamares elevados. Mata-se mais no país do que em zonas de guerra.

Segundo o último Mapa da Violência, o Brasil ocupa o primeiro lugar na lista de países onde mais se mata. Registramos cerca de 10% dos assassinatos que ocorrem pelo mundo. Isso sem que seja analisado o grau de ocorrência de crimes como estupros, roubos, furtos, sequestros, tráfico e corrupção, que somados aos homicídios elevam os dados.

A criminalidade se instalou no Brasil de tal forma, que pode ser comparada ao câncer, corroendo a sociedade de dentro para fora. Todos independente de cor, sexo ou classe social são atingidos por seus efeitos. Conseguimos a façanha da democratização da violência, graças à segurança pública mal gerida, carência de investimentos na formação, capacitação e valorização dos agentes, sobretudo policiais.

Temos um arcabouço jurídico frouxo, que ao tentar ressocializar o criminoso, não cumpre seu papel principal: o de fazer justiça aos que foram vítimas. É preciso debater de forma coerente os rumos do país, sem medo de lutarmos por uma legislação mais rígida. Não é possível vivermos o sonho de um país sem crimes, com leis brandas, onde ninguém é punido de verdade, enquanto o povo sofre vítima da violência.

É hora de aceitar a redução da maioridade penal, penas mais elevadas, de caráter perpetuo e inclusive capitais, com mente aberta e consciência de que é vital virar o jogo.


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