O desastre do saneamento básico em Manaus

24/03/2017 15h26 - Atualizado em 24/03/2017 15h48
Foto: Reprodução

Figurar entre as três capitais do norte, com os piores índices de saneamento básico remete Manaus ao patamar de cidades em guerra. Conforme dados mais recentes do relatório produzido pelo Trata Brasil e GO Associados, apenas 9,9% da nossa população têm acesso à coleta e tratamento de esgoto, o que é humilhante e desrespeitoso.

É certo que os reflexos da falta de atenção dos agentes públicos ao setor, considerado essencial à sobrevivência humana, são desastrosos o que deixa nossa população, em especial a mais carente, a mercê de doenças que se não forem combatidas podem levar a morte.

Os anos passam e a população já prejudicada pelos males sociais e econômicos, paga pelo descaso, que surge de interesses corruptos de quem possui a obrigação de investir o dinheiro público, naquilo que realmente interessa.

Constatar que mantemos esse status negativo e degradante há praticamente uma década, deixa explícito que não tivemos qualquer avanço que possa ser considerado significativo.

Sabemos que a negligência ao setor, custa caro não só aos cofres públicos, que precisam aplicar mais verbas na saúde, mas vai além, causando transtornos ambientais sérios, como a poluição da nossa vegetação e mananciais hídricos.

No mês em que comemoramos o dia mundial da água, precisamos estar conscientes dos nossos deveres e direitos. Ao mesmo tempo em que temos que cobrar uma resposta efetiva do Estado e Município, precisamos estar cientes de que somos agentes multiplicadores, e que devemos fazer o nosso papel, evitando a destinação incorreta de lixo e desperdício de água.


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