Lições de democracia pelo absurdo

27/04/2017 16h43 - Atualizado em 27/04/2017 16h47
Foto: Reprodução

A democracia americana, a despeito do modelo de eleições indiretas para presidente, tem sido inspiração para as democracias modernas.

Um fato de 2013 e que pode se repetir agora em 2017, por absurdo que possa parecer para nós, é pra mim exemplar da maturidade democrática americana.

No ano de 2013, ainda no governo de Barak Obama, Democratas e Republicanos não chegaram a um acordo sobre a Lei Orçamentária e o governo ficou sem orçamento o que paralisou Washington por 17 dias em outubro daquele ano.

Por conta desse fato, servidores públicos foram obrigados a sairem de férias coletivas e alguns ficaram sem receber salários, além da suspensão das atividades de agências e serviços não essenciais.

A paralisação do governo obrigou Democratas e Republicanos ao diálogo e às concessões necessárias para que o país voltasse a funcionar.

Agora, sob o governo Donald Trump, por conta do desejo de incluir na peça orçamentária 20 bilhões para construir o muro na fronteira com o México, há um novo risco de não existir acordo para a votação do orçamento até a data limite, o que mais uma vez pode paralisar o governo e que certamente obrigará diálogo entre os partidos antagônicos e hegemônicos dos EUA.

No Brasil, quando o Congresso não vota o orçamento no prazo legal, não por divergência de posições, mas por simples desleixo, simplesmente o governo governa sem orçamento, considerando como prorrogado o orçamento anterior.
Que lição tirar desses fatos?

A lição de que o diálogo, ainda que forçado por medidas extremas, é o instrumento da democracia e que é no equilíbrio de forças antagônicas que estão as respostas para ao desenvolvimento sustentável de um país.


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