Políticos do AM se defendem de envolvimento ilícito com a Odebrecht

Os políticos enviaram notas à imprensa e usaram as redes sociais para se defender.
12/04/2017 10h00 - Atualizado em 12/04/2017 14h30
Foto: AM POST

Vanessa Grazziotin (PCdoB), Eduardo Braga (PMDB), Omar Azis (PSD), Alfredo Nascimento (PR) e o ex-deputado estadual Eron Bezerra (PCdoB), se defenderam das acusações de recebimento de propina da empreiteira Odebrecht. Os nomes deles foram citados em lista em que o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) autoriza investigação.

Os políticos enviaram notas à imprensa e usaram as redes sociais para se defender.

Eduardo Braga afirmou em nota que desconhece o conteúdo das informações que levaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) a pedir abertura de inquérito. Ele declarou: “Vale destacar que a abertura de inquérito não significa que os investigados respondam por qualquer tipo crime”.

O senador Omar, escreveu: “Ninguém tem mais interesse do que eu na conclusão deste inquérito. Não tenho e nunca tive nenhum tipo de relação com a Odebrecht. Essa empresa não teve sequer contratos ou pagamentos recebidos no meu governo. Também não recebi nenhum centavo deles em campanha eleitoral. O jornal ‘O Globo’ inclusive publicou que, no documento divulgado pelo ministro Fachin, não há qualquer referência de valor em meu nome”.

Já Vanessa explicou que foram oficiais as doações feitas para suas campanhas. Ela diz que foram declaradas e depois aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Por sua vez, o marido da senadora, Eron Bezerra, afirmou que a inclusão do nome dele na lista de Fachin não passea de ilação. Ele diz que nem foi candidato em 2012 e que apenas era Secretário Estadual de Produção Rural (Sepror). Ele afirmou ainda que apenas como dirigente partidário, participou de reuniões para captação de recursos de empresas, o que não era proibido.

Ele escreveu: “Todos os recursos de campanha destinados ao PCdoB para a candidata Vanessa Grazziotin à Prefeitura de Manaus foram declarados e aprovados pela Justiça Eleitoral”.

Em nota Alfredo também se defendeu. Ele afirmou: “É com surpresa que vejo no noticiário meu nome entre os investigados na operação Lava Jato. Não tenho e não tive qualquer relação com executivos, empresas, e estatais envolvidos. Não fui notificado e soube da inclusão do meu nome pela imprensa. Estou absolutamente tranquilo porque nada fiz de errado e isso será provado”.

Fonte: Redação AM POST


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