Roberto Requião: “Moro andou fumando erva estragada”

O senador é autor do projeto de abuso de autoridade, que tenta burlar a Operação Lava Jato.
26/04/2017 09h25 - Atualizado em 26/04/2017 17h32
Foto: Reprodução

Em entrevista exclusiva para o programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) fala sobre o abuso de poder nas diversas instâncias do poder público. O senador ressalta que as diferentes formas de abusos de autoridade deveriam ser criminalizadas, e toma como exemplo o juiz federal Sérgio Moro, que mesmo sendo duro contra a corrupção de políticos e empresários, está à margem de ser punido pelo abuso de seu poder com dolo.

“Erro todo mundo pode cometer e o erro judicial é corrigido em instância superior, mas quando há a flagrante intenção de prejudicar alguém ou obter vantagem tem que haver algum tipo de punição. Juízes, policiais, fiscais, todos devem estar subordinados à lei”, diz o senador.

Ao longo da entrevista, Requião faz críticas à interpretação de Sergio Moro sobre o projeto que criminaliza o abuso de autoridade, redigido pelo senador. Moro diz que ninguém é favorável ao abuso, mas que o projeto não tem salvaguardas suficientes para prevenir a punição do juiz pelo simples fato de ir contra os interesses dos poderosos. A partir desta colocação, Requião fala:

“Eu diria que o Moro andou fumando erva estragada porque o meu projeto não diz isso. Meu projeto não criminaliza o erro, que é corrigido em instâncias superiores. O projeto diz que a interpretação divergente não pode ser punida. Porém, se a lei diz não, a interpretação não pode dizer sim, mas se assim for ela deverá ser necessariamente razoável e fundamentada. Eu jamais iria punir a interpretação de um juiz”.

Fonte: band.uol.com.br


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