Trio é preso pela morte de vigilante da Faculdade de Medicina da Ufam e roubos no Amazonas

Eles são suspeitos de roubar casa e agências bancárias, além do latrocínio. Alvos eram escolhidos depois de pesquisas.
07/04/2017 16h13 - Atualizado em 8/04/2017 13h28
Foto: Divulgação

Leandro Santos Araújo, 30, Matheus Cunha de Oliveira, 21, e Danilo Oliveira Duarte, 23, também conhecido como “Paulista”, foram presos pela equipe da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), acusados de participarem de uma quadrilha que cometia roubos em Manaus e no interior. O trio também é suspeito de ter matado um vigilante da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), durante um latrocínio ocorrido no dia 8 de março deste ano, no prédio da Faculdade de Medicina, no Centro da cidade.

De acordo com o delegado, Adriano Felix, os infratores foram interceptados por volta das 16h, em via pública, na Avenida Francisco de Queiroz, antiga Estrada do Manôa, no Conjunto Manôa, bairro Cidade Nova, zona Norte da capital.

No momento da abordagem policial, os três indivíduos estavam em um veículo com restrição de roubo, da montadora Chevrolet, modelo Agile, de cor branca e placas clonadas. Os três foragidos da Justiça tinham em nome deles mandados de prisão preventiva em aberto, expedidos pelo juiz Luís Carlos Valois, da Vara de Execuções Penais (VEP).

Felix informou que o trio seria responsável, ainda, pelo latrocínio que teve como vítima o vigilante da Ufam José Edson Batista da Silva. A vítima tinha 55 anos. “Danilo, Leandro e Matheus pretendiam cometer o roubo, mas foram impedidos pelo vigilante. Matheus alvejou a vítima e alegou que só atirou no vigilante porque ele teria reagido à ação criminosa”, disse o delegado.

Conforme o titular da Derfd, Danilo fazia parte do bando que foi interceptado no dia 22 de março deste ano no Rio Amazonas, nas proximidades do município de Urucará, distante 261 quilômetros em linha reta de Manaus. A ação resultou nas mortes de dois homens e desaparecimento de outros dois indivíduos, que caíram no rio e não foram encontrados até hoje. “Paulista” também está envolvido em roubo ocorrido no dia 3 de março deste ano, em agência bancária no município de Nova Olinda do Norte, distante 135 quilômetros em linha reta da capital.

O titular da especializada informou que o bando estava sendo investigado desde o dia que aconteceu o roubo em Nova Olinda do Norte. “A organização criminosa vinha sendo investigada pela equipe da Derfd desde o dia o dia 3 de março deste ano, quando um dos integrantes do bando, Danilo, participou do delito juntamente com os quatro indivíduos interceptados no Rio Amazonas. Na ocasião do roubo à agência daquele município, Danilo foi atingido na nuca por um disparo de arma de fogo efetuado por um dos seguranças do local. Por conta desse ferimento, ele não estava com os comparsas no dia em que eles foram abordados nas proximidades de Urucará”, explicou.

Agentes da Polícia Federal (PF) estiveram no prédio da Derfd para realizar os procedimentos cabíveis em torno do roubo à agência bancária do Conjunto Manôa, no bairro Cidade Nova. Também estiveram na unidade policial vítimas de um roubo efetuado pelos infratores em março deste ano, a uma residência situada no bairro Dom Pedro, na zona Centro-Oeste. Do imóvel foram levados pelo trio, aproximadamente, R$ 120 mil em joias.

O delegado enfatizou que Danilo era foragido do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) desde o dia 1º de janeiro deste ano. O jovem responde a três processos por roubo. Leandro e Matheus eram foragidos do regime semiaberto da mesma unidade prisional. Eles respondiam a processos por roubo, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

Danilo, Leandro e Matheus serão indiciados por latrocínio e pelos roubos à agência bancária na zona Norte da cidade e à residência no bairro Dom Pedro. Danilo também responderá pelo roubo à agência bancária de Nova Olinda do Norte. Ao término dos procedimentos cabíveis na unidade policial, Danilo será reconduzido ao Compaj. Leandro e Matheus serão levados ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde irão permanecer à disposição da justiça.


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