Ex-presidente argentina chama Temer de “ridículo” e “brega”

Cristina falou ao canal C5N, na noite de quinta-feira (25) e atacou a iniciativa de Temer de chamar as Forças Armadas para conter os protestos em Brasília.
26/05/2017 15h43 - Atualizado em 26/05/2017 15h43

Foto: Reprodução


Rompendo um longo silêncio de quase um ano sem dar entrevistas longas, a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, 64, fez críticas ao governo Mauricio Macri, se postulou para as eleições legislativas de outubro (na qual se renova metade do Congresso) e chamou o presidente brasileiro, Michel Temer, de “ridículo” e “brega”.

Cristina falou ao canal C5N, na noite de quinta-feira (25). A emissora é um dos únicos meios que hoje se posicionam contra Macri, por pertencer a um empresário aliado ao kirchnerismo, Cristóbal Lopez. As críticas de Cristina ao atual mandatário começaram tratando de sua participação nas festividades do 25 de Maio, feriado nacional na Argentina, que celebra o início da revolta que daria lugar à Independência, em julho.

Ao comparar com sua gestão, disse que “durante nosso governo, as pessoas iam vivendo cada vez melhor, e no último um ano e meio, estão vivendo cada vez pior”, chamando a atenção para o aumento dos índices de pobreza, de 28%, ao final de seu mandato, para 32%, em 2017.

Cristina disse que será candidata ao Senado, para ajudar a agregar votos ao peronismo, que vem fragmentado. “Se é necessário que eu me candidate para dar mais votos a nossa força política, eu sou candidata. É preciso que surja um candidato forte do nosso lado para colocar limite a esse governo. Quero contribuir para isso”, afirmou.

A ex-mandatária ainda não decidiu se será candidata pela província de Santa Cruz ou pela capital, Buenos Aires. Ao ser perguntada sobre a situação de crise no Brasil, Cristina disse que o presidente Michel Temer era um “ridículo” e um “brega” e atacou sua iniciativa de chamar as Forças Armadas para conter os protestos em Brasília.


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