Policiais civis e militares recebem capacitação para atender público LGBT, negro e vítimas de intolerância religiosa

A proposta é trabalhar, junto aos policiais, a postura e o comportamento perante os casos relacionados.
22/05/2017 17h29 - Atualizado em 22/05/2017 17h29

Foto: Divulgação


A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) realiza, de 23 (terça-feira) a 26 (sexta-feira) de maio, em parceria com o Instituto Integrado de Ensino de Segurança Pública (Iesp), o curso “O profissional de segurança pública em frente às diversidades dos direitos dos grupos em situação de vulnerabilidade”.

As aulas serão das 8h30 às 12h, na sede do Iesp, sala 442 (avenida Professor Nilton Lins, 3.259, bloco J, bairro Parque das Laranjeiras, zona centro-sul, no prédio do Colégio Militar da Polícia Militar).

A proposta é trabalhar, junto aos policiais, a postura e o comportamento perante os casos relacionados a populações de rua, LGBT, negros, indígenas e vítimas de intolerância religiosa. Além disso, municiar de informações específicas sobre cada público alvo.

Atendimento humanizado
Ao absorver mais informações sobre esses públicos, os policiais poderão compreender melhor as demandas que se apresentam durante as abordagens e saberão como aplicar um atendimento mais adequado e humanizado.

“A ideia é que os policiais militares e civis possam ter um melhor alinhamento entre o conteúdo e a prática para que, munidos de informações pertinentes sobre o público a ser atendido, eles estejam preparados para oferecer um atendimento mais específico”, disse a titular da Sejusc, Graça Prola.

Ela explica, ainda, que a demanda foi solicitada pelos movimentos sociais. “Essa proposta é oriunda da sociedade civil que se reuniu conosco e com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) várias vezes para que policiais, delegados, investigadores e agentes do socioeducativo estejam mais preparados na abordagem e demandas apresentadas”, destaca.

Atendimento ao público LGBT
A gerente de Diversidade de Gênero do Centro Estadual de Referência em Direitos Humanos, Sebastiana Amiles, enfatiza que, com o curso, os policiais estarão ainda mais aptos a atender os casos relacionados ao público LGBT.

“Devemos destacar a importância da abordagem, principalmente, para a população LGBT. Quando algum membro da comunidade é atendido pelos policiais, ainda é tratado com um certo constrangimento. Além disso, alguns se sentem inferiorizados. O movimento LGTB reivindica essa demanda desde 2008, foi ratificada em 2011 e maciçamente debatida em 2016″, aborda Sebastiana.

Cerca de 50 profissionais da PM e PC vão receber a capacitação e deverão ser multiplicadores de conhecimento para que outros policiais possam colocar em prática as ações.


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