Procurador recomenda que Artur evite nepotismo na Prefeitura de Manaus

No dia 22 de maio, Artur nomeou a primeira-dama Elisabeth Valeiko para o cargo de presidente do Fundo Social de Solidariedade (FSS), dando a ela status de secretária municipal e remuneração de R$ 15 mil.
01/06/2017 15h23 - Atualizado em 2/06/2017 10h54
Foto: Reprodução

O prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), recebeu nesta segunda-feira (29) a recomendação n° 59/2017 do procurador-geral do Ministério Público de Contas, Carlos Alberto de Almeida, pedindo que ele evite a pratica de nepotismo por meio da nomeação de “cônjuge, companheiro ou parente” em cargos de confiança ou comissionado dentro da administração municipal.

No dia 22 de maio, Artur nomeou a primeira-dama da capital, Elisabeth Valeiko, para o cargo de presidente do Fundo Social de Solidariedade (FSS), dando a ela status de secretária municipal e remuneração de R$ 15 mil.

De acordo com o chefe do MPC, “é visível a falta de legitimidade na nomeação de cônjuges, companheiros ou parentes” em cargos públicos. “Pensar diferente levaríanos a um retrocesso. Não é admissível que em 2017 ainda se distribua cargos públicos comissionados, de qualquer natureza, entre familiares do representante eleito. O País está em um processo de transformação a fim de tornar as instituições públicas mais fortes frente às ingerências dos interesses privados”, avaliou Carlos Alberto.

No Brasil inteiro, os casos de nomeações de esposas por prefeitos municipais vem rendendo processos judiciais. Por esse motivo, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJ/MS) transformou em réu o prefeito de Caracol. Recentemente, o ministro do Supremo Marco Aurélio Mello mandou o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, anular a nomeação do filho Marcelo Hodge para a Casa Civil, por prática de nepotismo.


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