‘Prosamim’ de Maués beneficia comunidades Sateré Mawé

Nas 13 comunidades que receberão as obras, serão construídos poço artesiano, caixa de água com capacidade de 10 mil litros, banheiro coletivo, bebedouro coletivo com torneiras e rede de distribuição para as casas.
18/06/2017 14h19 - Atualizado em 19/06/2017 12h09
Foto: Divulgação

Com 13 comunidades indígenas Sateré Mawé recebendo obras simultaneamente na zona rural, além de serviços de terraplanagem na primeira etapa do projeto e ações sociais junto às famílias que serão realocadas nas demais áreas de abrangência na zona urbana, o Programa de Saneamento Integral de Maués (Prosai-Maués) avança na Terra do Guaraná (a 258 Km de Manaus), apesar da temporada de chuvas intensas na região.

Iniciado oficialmente em 2012, quando algumas desapropriações de imóveis foram realizadas, as primeiras ações do Prosai começaram de fato apenas no final de março deste ano, com a abertura da primeira frente de trabalho na Lagoa da Maresia e o início das obras nas áreas e comunidades indígenas e ribeirinhas.

Orçado em US$ 35 milhões – dos quais US$ 10 milhões são contrapartida do Governo do Amazonas e o restante financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) – o Prosamim é uma obra que segue o modelo do Prosamim em Manaus, e prevê a recuperação ambiental e urbanização de três lagoas na sede do município (Maresia, Prata e Donga Michiles), e uma série de obras de construção, ampliação e melhoria dos sistemas de água e esgoto na cidade e nas comunidades indígenas e ribeirinhas.

Sob coordenação da Prefeitura de Maués, o suporte logístico e as ações burocráticas e administrativas do programa também avançam, por meio da Unidade Gestora do Prosai Maués (UGPM).

“Em cinco anos, apenas 2% dos processos licitatórios exigidos haviam sido realizados. Em maio, estamos atingindo 80%. Na prática isso significa que até o aniversário da cidade, em 25 de junho, estaremos entregando veículos, embarcações e outros equipamentos, que eram responsabilidade do município, para que o programa avance”, afirmou o prefeito de Maués, Junior Leite.

Leite esteve no início do mês reunido com a direção do BID no Brasil e explica que foi necessário um realinhamento do cronograma na primeira parte das obras por conta do rigoroso inverno.

“Assim que as águas baixarem, serão intensificadas a terraplanagem na Lagoa da Maresia. Enquanto isso, estamos elaborando um novo Plano Diretor Municipal e estudos do patrimônio histórico e do potencial turístico, assim como nas avaliações do potencial de distribuição do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Maués”, acrescentou o prefeito.

Sateré Mawé

Em cada uma das 13 comunidades indígenas que receberão obras do Prosai, serão construídos um poço artesiano, caixa de água com capacidade de 10 mil litros, banheiro coletivo, bebedouro coletivo com torneiras e rede de distribuição para as casas.

Cinco delas – Santa Izabel, Nova Liberdade, São Benedito, São Pedro e Belo Horizonte – esta etapa já está totalmente concluída. Nas demais, as obras já ultrapassaram os 60% da meta. A previsão é terminar esta fase no próximo mês e iniciar a instalação de placas solares para gerar energia para as bombas de água.

Na comunidade Nossa Senhora de Fátima, onde já foi identificado um importante sítio arqueológico, no qual os moradores frequentemente encontram e recolhem para conservação urnas funerárias e centenas de peças de cerâmica, equipes de arqueólogos já iniciaram a elaboração e o desenvolvimento dos projetos de diagnóstico, monitoramento e educação junto aos moradores.

Paralelo aos estudos, a prefeitura já está desenvolvendo um plano para desenvolver no local, a pouco mais de 30 minutos de barco da sede do município, um polo turístico com a construção de um museu e a capacitação das famílias para atendimento aos visitantes


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