Vigilância Sanitária interdita duas pousadas em Manaus

Os estabelecimentos não possuíam licença sanitária e funcionavam sem qualquer condição de higiene para atender os clientes.
14/06/2017 10h40 - Atualizado em 14/06/2017 16h57
Foto: José Nildo

Fiscais da Vigilância Sanitária de Manaus (Visa Manaus), da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), interditaram, na manhã da terça-feira, (13) duas pousadas na área central da cidade. Os estabelecimentos não possuíam licença sanitária e funcionavam sem qualquer condição de higiene para atender os clientes.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, as pousadas foram identificadas depois de denúncia feita por meio do Disque-denúncia (0800 092 0123). Os fiscais logo atestaram a veracidade da denúncia e saíram em diligência.

“É importantíssima a participação da população nesse processo de identificação e de denúncia de estabelecimentos que funcionam sem qualquer condição de higiene. Toda ligação recebida é amplamente averiguada e, desta vez, nós encontramos essas pousadas inclusive sem a licença sanitária para funcionar”, declarou Magaldi.

Em uma das pousadas, na Constantino Nery, ao lado do Terminal 1, os fiscais encontraram oito colchões sem nenhuma condição de utilização. Eles foram apreendidos dentro de um dos quartos lacrados pelos fiscais. Na pousada, a lavanderia também funcionava de forma precária com a desinfecção de roupas feita de forma inadequada. O dono do estabelecimento foi notificado e autuado e a pousada, interditada. Ele tem três dias úteis para apresentar defesa ao processo administrativo que foi aberto.

Segundo a gerente de serviços da Vigilância Sanitária, Hingrid Corrêa, a pousada já havia sido notificada e não se regularizou. “É absolutamente impossível que um estabelecimento que recebe hóspedes funcione desta maneira. A situação deste local é insalubre e, para agravar, não identificamos sequer o pedido para emissão da licença sanitária”, declarou Hingrid.

A segunda pousada interditada, na rua Visconde de Mauá, sequer tinha lavanderia para as roupas de cama. Além disso, tinha infiltrações na maioria dos quartos e também não apresentou a licença sanitária para funcionamento.

“Aqui, as condições eram ainda piores. Tivemos que apreender cinco colchões que não tinham o revestimento adequado. Os lençóis e fronhas não tinham destino certo para a lavagem e desinfecção. A interdição foi imediata e, assim como no outro estabelecimento, nós autuamos e abrimos processo administrativo para o qual o proprietário tem três dias úteis para apresentar defesa”, finalizou Hingrid.

As fiscalizações devem continuar para evitar que hotéis e pousadas, principalmente da área central de Manaus, funcionem sem condições mínimas de higiene.

As multas para este tipo de infração variam entre 100 UFM´s e 400 UFM´s. A Unidade Fiscal do Município, hoje, equivale R$ 99,84.


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