Forças federais devem garantir segurança da eleição suplementar em cerca de 22 municípios do AM

O pleito é motivado pela cassação do mandato de José Melo (PROS) por suposta compra de votos na eleição de 2014.
07/07/2017 16h52 - Atualizado em 9/07/2017 13h40
Foto: reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) pretende pedir a presença de 7 mil militares federais para garantir a segurança em ao menos 22 municípios do estado na nova eleição para governador marcada para o próximo dia 6 de agosto.

A propaganda eleitoral do primeiro turno está prevista para se iniciar na próxima segunda-feira (10) e vai até 3 de agosto. A do segundo turno, previsto para 27 de agosto (se houver), será entre 12 e 25 do mesmo mês.

A eleição é motivada pela cassação do mandato do governador José Melo (PROS) por suposta compra de votos na eleição de 2014. O eleito concluirá o mandato de Melo, até dezembro de 2018.

A realização da eleição estava suspensa devido a uma decisão do último dia 28 de junho do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas nesta quinta-feira (6), o ministro Celso de Mello, também do STF, anulou a decisão anterior e manteve a eleição, que o TSER já havia marcado para 6 de agosto.

O diretor-geral do TRE-AM, Messias Andrade se reuniu nesta sexta-feira (7) com o diretor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Maurício Caldas, a fim de acertar os últimos detalhes administrativos, logísticos e materiais para a realização do pleito no estado.

No total, o TSE disponibilizou R$ 18 milhões para o TRE-AM preparar a eleição, dos quais R$ 9 milhões para o primeiro turno e outros R$ 9 milhões, se necessário, para um eventual segundo turno, em 27 de agosto.

A presença de militares, esclareceu Andrade ao final do encontro, é procedimento normal nas eleições do estado, mas será definida numa reunião na tarde desta sexta-feira (7) em Manaus entre o presidente do TRE-AM, desembargador Yedo Simões, e a cúpula da Secretaria de Segurança Pública do estado.

“Isso é de praxe. Todos os locais de votação têm que ser guardados, e a segurança geralmente é feita pela Polícia Militar com a Polícia Civil e com as Forças Armadas. Sempre acontece. As Forças Armadas vão garantir a segurança do local de votação. E a Polícia Federal junto com Civil e apoio da Militar vão garantir a segurança”, disse Andrade.
Se aprovado pelo TRE, o pedido é encaminhado ao TSE, que repassa a demanda ao governo federal.


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