Juiz de Guajará determina transferência de acusados de atentado contra delegado para Ipixuna

Os homens são acusados de atear fogo na casa e no carro do delegado Paulo Gadelha, durante a madrugada do dia 4 de julho.
13/07/2017 12h52 - Atualizado em 13/07/2017 16h46
Foto: Arquivo Pessoal

O juiz titular da Vara Única da Comarca de Guajará (distante 1.487 quilômetros de Manaus), Túlio de Oliveira Dorinho, determinou na última sexta-feira (7), a transferência dos quatro acusados de tentativa de homicídio contra o delegado da cidade, Paulo Gadelha, para o município de Ipixuna (a 1.380 quilômetros da capital). Além disso, José Vagner Silva de Souza, o “Pastor”, Francisco Silva Pinheiro, o “Nego”, Jonatha da Silva e Silva e Antônio Laene Silva do Vale, o “Laene” tiveram a prisão temporária de 30 dias, decretada pelo magistrado.

A decisão do magistrado se deu em razão de as investigações sobre o crime estarem a cargo do delegado de Ipixuna. Com isso, o juiz determinou o envio de Carta Precatória, para que os acusados sejam ouvidos na comarca vizinha.

“Considerando o clamor público, a gravidade e complexidade da investigação e a circunstância do inquérito policial ser conduzido pelo delegado de Ipixuna, entendo ser razoável que se proceda ao recambiamento dos presos temporários para esta comarca”, escreveu o magistrado em sua decisão.

No texto, o juiz explica ainda que o delito atribuído aos investigados chocou o pequeno município de Guajará, por se tratar de um atentado contra uma autoridade policial, fato este que gera uma insegurança entre os jurisdicionados. Segundo ele, a investigação do caso se apresenta complexa devido à quantidade de pessoas supostamente envolvidas, indicando a existência de uma organização criminosa.

Entenda o caso

O crime ocorreu na madrugada do último dia 4 de julho, quando dois homens colocaram fogo no carro e tentaram incendiar a casa do delegado da Polícia Civil do Amazonas, Paulo Gadelha, no município de Guajará.

O carro do delegado, uma picape modelo L-200 Triton, teve perda total e parte do forro da residência também pegou fogo. Os criminosos só não conseguirem concluir o crime porque o delegado ouviu o barulho e saiu de casa armado, ocasionado a fuga dos criminosos.

Segundo as investigações, para entrar na residência, os dois homens pularam o muro por volta das 4h30 da manhã. Além do delegado, o filho e a esposa dele também se encontravam no interior da residência.

Fonte: TJAM


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