Confirmado segundo turno entre Amazonino Mendes e Eduardo Braga no Amazonas

Os dois caciques já protagonizaram diversos embates políticos na história política do Estado.
06/08/2017 18h31 - Atualizado em 7/08/2017 10h03
Foto: Am Post

O candidato, Amazonino Mendes (PDT), disputará com o senador Eduardo Braga (PMDB) o segundo turno da eleição suplementar do Amazonas que definirá um governador tampão. Com 93,46% dos votos válidos apurados, Amazonino obteve 39,25%, contra 24,20% de Braga.

O peemedebista tem 24,20% dos votos, contra 18,08% de Rebecca Garcia. Em quarto lugar, aparece José Ricardo, do PT, com 12,63%. Os votos da candidata Liliane Araújo não foram computados por conta de indeferição.

Os dois caciques já protagonizaram diversos embates políticos na história política do Estado. Eduardo Braga, já foi prefeito de Manaus, foi eleito ao Senado em 2010, após dois mandatos como governador do Amazonas. No segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), foi ministro de Minas e Energia até abril de 2016, quando ela foi afastada. Braga tem o apoio da colega senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), cujo partido faz parte da coligação “União pelo Amazonas”, que além de PMDB e PCdoB conta com outros quatro partidos (PR, PTB, SD, e PSDC).

O senador também é um dos 238 parlamentares que respondem a inquéritos e ações penais no Supremo Tribunal Federal, respondendo a um inquérito no âmbito da Lava Jato por corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa. O ex-diretor da Odebrecht, Arnaldo Cumplido, afirmou em seu acordo de delação que o ex-governador de ter recebido R$ 1 milhão em propina da construtora Camargo Corrêa, para a qual o executivo também trabalhou, pela obra da Ponte Rio Negro.

Amazonino Mendes experiente em disputas como essa já foi duas vezes prefeito de Manaus e três vezes governador do Estado. Ele foi prefeito da Capital de 1983 a 1986 e de 1993 e 1994. Governou o Amazonas nos períodos de 1987 a 1990 e de 1995 a 2002. Além disso, foi senador pelo Estado. Em 2004 e 2006, perdeu as eleições para prefeito e governador, respectivamente. Neste pleito ele conta com o apoio do prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB).

A eleição suplementar foi convocada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar, em maio deste ano, a cassação da chapa encabeçada por José Melo (Pros), com Henrique de Oliveira (SD) como vice-governador. Eles tinham vencido a eleição de 2014 em segundo turno, com 55,5% dos votos, contra o senador Eduardo Braga (PMDB), que concorre novamente ao cargo.

Redação AM POST


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