Seca deixa quase 10 municípios do Amazonas em estado de alerta

Os municípios das calhas do Juruá e Purus já apresentam impacto socioeconômico por conta dessa estiagem.
25/08/2017 15h29 - Atualizado em 26/08/2017 11h34
Foto: Divulgação

Nove cidades entraram nessa quinta-feira (24) em estado de alerta por conta da seca que atinge o Amazonas e dois municípios estão em quadro de atenção, segundo informações da Defesa Civil do Estado.

Conforme o órgão estadual, os municípios das calhas do Juruá e Purus já apresentam impacto socioeconômico por conta dessa estiagem. A evolução do cenário de desastre foi constatada após visita técnica de agentes da Defesa Civil às regiões afetadas.

“Após análise em áreas afetadas, nossos técnicos identificaram que houve uma evolução do cenário de estiagem na região sul e sudeste do Estado. Agora, o momento é de mobilização das estruturas de Defesa Civil, para que possam atender à população afetada”, enfatizou o secretário adjunto da Defesa Civil do Amazonas, Hermógenes Rabelo.

O boletim de alerta abrange os municípios de Guajará, Eirunepé, Itamarati, Ipixuna e Envira, na Calha do Juruá; Boca do Acre, Canutama, Lábrea e Pauini, na Calha do Purus.

A Calha do Madeira, nas cidades de Humaitá e Manicoré, também visitada pelos técnicos do órgão, permanece em estado de atenção.

Nível crítico
De acordo com os técnicos da Defesa Civil do Estado, o rio Ituxi, principal afluente do município de Lábrea, localizado na Calha do Purus, está em nível crítico e a população local está com dificuldades no escoamento da produção e abastecimento de suprimentos, inclusive para unidades escolares. Apresenta, ainda, dificuldade no abastecimento de água, o que levou a prefeitura a dar início à perfuração de poços artesianos para não haver problemas.

Dificuldades
As comunidades localizadas à margem dos rios Boa Fé, Campinas e Gama, além da comunidade Paraná da Floresta, também já apresentam dificuldades no escoamento da produção agrícola familiar e somam 600 famílias afetadas. Ipixuna também passa por situação semelhante, com 650 famílias afetadas.

“A Defesa Civil do Estado busca, de forma preventiva, apoiar e orientar os órgãos municipais, para que realizem levantamentos precisos, caso ocorra uma estiagem severa e seja necessária a atuação dos órgãos”, disse o secretário executivo da Defesa Civil do Amazonas, coronel do Corpo de Bombeiros Militar Fernando Pires Júnior, que ressaltou que o órgão continuará ajudando o interior do Estado durante a época de seca.

Segundo Pires, o estado de atenção é o primeiro estágio do desastre. “Esse é o momento em que as Defesas Civis municipais devem identificar as áreas que podem ser atingidas, com previsão de afetados, isolamento de área e, assim, preparar os municípios para ações de resposta, caso haja evolução do cenário”, explicou o secretário executivo da Defesa Civil do Estado.


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