Droga avaliada em R$ 260 mil apreendida em embarcação vinha de Tabatinga, diz polícia

Segundo a polícia, os trabalhos iniciaram após denúncias anônimas de que o carregamento estaria vindo do município de Tabatinga para Manaus.
16/10/2017 15h15 - Atualizado em 17/10/2017 16h48
Foto: Divulgação

A ação conjunta deflagrada na manhã de domingo, dia 15, envolvendo policiais civis lotados no Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera) e equipes da Secretaria-Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai), da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), resultou nas apreensões de, aproximadamente, 62 quilos de maconha do tipo skunk, oriundos de Tabatinga, distante 1.108 quilômetros em linha reta da capital.

Dois adolescentes de 17 anos foram apreendidos em posse de uma arma de fogo e mais três quilos de maconha do tipo skunk, durante as diligências. Na manhã desta segunda-feira, 16, os delegados Paulo Mavignier, Guilherme Torres e Denis Pinho, respectivamente, diretor do Denarc, diretor do DRCO, e coordenador de operações da Seai, falaram durante coletiva de imprensa realizada às 9h30, no prédio da Delegacia Geral, que a ação foi desencadeada por volta das 6h30, no Porto da Manaus Moderna, no bairro Centro, zona Sul de Manaus.

Conforme as autoridades policiais, os 65 quilos de drogas apreendidos durante a ação estão avaliados em torno de R$ 260 mil. A droga foi encontrada em uma embarcação, atracada no local. De acordo com o diretor do Denarc, a equipe de investigação do departamento recebeu delações anônimas, feitas ao número: (92) 99415 – 0129, o disque-denúncia do Denarc, informando que os entorpecentes, vindos de Tabatinga, estariam em uma embarcação com destino a Manaus.

Mavignier ressaltou que as diligências em torno do caso duraram cinco dias e ontem uma estrutura foi montada nas proximidades do Porto da Manaus Moderna para acompanhar a chegada do barco, relatado na denúncia. Assim que a embarcação atracou no porto, os policias realizaram revista e identificaram os dois adolescentes em posse de um revólver calibre 38, contendo quatro munições intactas. Na mala deles foram encontrados três quilos de maconha do tipo skunk. Em ato contínuo, as equipes acharam no porão do barco outras duas malas, onde estavam armazenados 61 tabletes de maconha do tipo skunk, totalizado de 62 quilos da droga.

Durante a coletiva o coordenador de operações da Seai destacou a importância da integração entre a SSP-AM e a Polícia Civil nas ações para desarticular o crime organizado no Estado. “É uma integração que cada departamento atua somando forças para que possamos combater as organizações criminosas que fazem o transporte dessa droga que vem pelos rios do interior para a capital e, também, para outras capitais do Brasil, além de outros países. São três rotas que o Denarc e o DRCO estarão acompanhando e investigando nos próximos dias para analisar o destino dos entorpecentes apreendidos e a pessoa que iria recebê-los na capital”, declarou o delegado Denis Pinho.

O diretor do DRCO ressaltou a relevância de tirar de circulação os entorpecentes que chegam na capital, pois a maioria dessa droga é utilizada no tráfico doméstico em Manaus. “Essa droga apreendida, caso fosse passada ao mercado interno, iria resultar em milhões de trouxinhas que alimentariam os pontos de venda de entorpecentes na capital, desencadeando outros crimes, porque o usuário acaba praticando roubos para trocar por drogas. O tráfico doméstico incomoda a população nas áreas consideradas de riscos. O Estado do Amazonas tem três grandes rotas do tráfico de drogas: Tabatinga, Rio Japurá e Rio Negro. Estamos realizando ações com o intuito de evitarmos que essa droga escoe para a capital”, pontuou Torres.

Ao término dos trâmites cabíveis no Denarc, os adolescentes foram levados para a Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai). Os adolescentes irão responder por ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas. Para concluir, o diretor do Denarc enfatizou que as investigações em torno do caso irão continuar, até que a pessoa que iria receber os 62 quilos de entorpecentes em Manaus seja identificada e possa responder criminalmente pelo delito cometido.


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