Presos do Amazonas com dependência química passam a contar com tratamento em novembro, informa Seap

Um novo presídio que já foi inaugurado tem ala exclusiva para tratar detentos com esse problema.
02/10/2017 14h22 - Atualizado em 3/10/2017 15h55
Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) estará apta a iniciar o trabalho com o tratamento de presos que apresentam histórico de dependência química a partir de novembro deste ano, informou o titular da pasta, coronel Cleitman Coelho. Na última sexta-feira, o Governo do Estado inaugurou o primeiro presídio com ala exclusiva para tratar detentos com esse problema, com a implantação do Centro de Detenção Provisório Masculino II, no Km 8 da BR-174 (Manaus – Boa Vista).

“Além de desafogar os presídios do Estado, a estrutura do CDPM II vai ser usada para tratar de presos com dependência química. Inicialmente, neste mês, a Seap deverá fazer uma triagem dos presos com esse problema para realizar um cadastro e definir os casos prioritários. A partir de novembro, a Seap já poderá contar com o serviço”, explicou Coelho.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, a população carcerária do Amazonas em 2016, era composta por 58% de presos provisórios. A unidade abriga 240 presos que foram transferidos da Penitenciária Raimundo Vidal Pessoa, na Avenida Sete de Setembro, desativada em 12 de maio deste ano. O secretário da Seap, Coronel Cleitiman Coelho, destacou que a unidade será modelo para outros Estados, e que aguarda o posicionamento da nova gestão do Executivo Estadual para definir o funcionamento da unidade.

“O CPDM II poderá ser transformado uma cadeia modelo com tratamento diferenciado com uma ala para tratamento de dependentes químicos, salas de aulas. Nesse primeiro momento não temos como abrir a cadeia para receber uma população maior, até que o novo governo assuma e defina qual modelo de gestão adequada para gerir o CDPM II e, assim iremos contratar ou uma terceirizada ou agente de carreira para que consigamos abrir a cadeia em sua totalidade”, ressaltou o secretário da Seap.

Estrutura
A nova unidade vai contar com 571 vagas e será um presídio modelo de gestão, adotando procedimentos mais rígidos de triagem dos presos. Além disso, a unidade possui uma estrutura diferente das demais. Na parte da educação, o CDP II se tornará a unidade com mais salas de aula, tendo sete no total, além de biblioteca e sala de informática.

Para a saúde, a unidade terá uma ala com consultório médico e odontológico, posto de enfermagem, sala de coleta para laboratório, sala de procedimentos e celas de observação. A unidade está estruturada, também, com parlatórios, sala para atendimento dos defensores públicos, sala para vídeo conferência e sala de monitoramento para controle e acompanhamento das atividades da unidade prisional através das câmeras.


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