Distribuidora da Eletrobras no Amazonas será leiloada entre março e abril de 2018

Os vencedores do leilão terão que fazer investimentos imediatos de R$ 2,4 bilhões, e é previsto um total de R$ 7,8 bilhões em cinco anos.
09/11/2017 17h30 - Atualizado em 9/11/2017 17h30
Foto: Divulgação

As regras para a venda de seis distribuidoras da Eletrobras, no leilão que deve ocorrer entre março e abril do ano que vem, foram publicadas hoje (9) no Diário Oficial da União, pelo Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos (CPPI) da Presidência da República. Os vencedores do leilão terão que fazer investimentos imediatos de R$ 2,4 bilhões, e é previsto um total de R$ 7,8 bilhões em cinco anos.

As empresas ficam nas regiões Norte e Nordeste e são deficitárias, segundo o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O leilão oferecerá ao mercado a Boa Vista Energia S.A., de Roraima, a Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), a Companhia Energética de Alagoas (Ceal); a Companhia Energética do Piauí (Cepisa) e a Amazonas Distribuidora de Energia S.A..

O processo prevê que a Eletrobras assuma cerca de R$ 11 bilhões em dívidas das distribuidoras, e a forma como isso será feito ainda será decidida pela gestão da estatal. A Eletrobras vai submeter o modelo a sua diretoria e a seu conselho de administração, que deverá convocar uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE).

A Eletrobras é a credora dessas dívidas que vai assumir, e o objetivo da medida é possibilitar que o valor total das dívidas das distribuidoras, de R$ 20,8 bilhões, não supere o valor global dessas empresas, avaliado em R$ 10,2 bilhões.

O superintendente da Área de Desestatização do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Rodolfo Torres, explicou que, dessa forma, o leilão se torna viável. “A Eletrobras, com isso, permite que esse processo vá adiante, tornando esses ativos equilibrados.”

Segundo Torres, o processo, apesar de ter custo neste momento, também será vantajoso para a estatal, porque as distribuidoras hoje são deficitárias e poderão ser compradas por grupos capazes de arcar com as dívidas remanescentes. “[As distribuidoras] são ativos deficitários que drenam esforços da própria Eletrobras. o que está se fazendo é estancar isso. Para estancar, a Eletrobras tem que fazer um esforço neste momento, para que isso não perdure adiante. É uma análise de custo-oportunidade”.

Vinícius Lisboa – Agência Brasil


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