Ministra dos Direitos Humanos diz que ganhar R$ 33,7 mil por mês ‘se assemelha ao trabalho escravo’

Segundo a ministra por conta do novo cargo, precisa arcar com altos custos de vestimenta, de cabelo, de maquiagem e de comida.
03/11/2017 16h10 - Atualizado em 4/11/2017 16h19
Foto: reprodução

A ministra dos Direitos Humanos,Luislinda Valois, pediu ao governo federal para acumular seu salário atual com o de desembargadora aposentada e assim garantir vencimento bruto de R$ 61,4 mil. Segundo informações da coluna de Andreza Matais, do jornal Estado de S. Paulo, desta quinta-feira (2), a ministra reclama que devido ao teto constitucional só pode ficar com R$ 33,7 mil reais do total de rendimentos, o que, para ela, “se assemelha ao trabalho escravo”.

Luislinda, que é filiada ao PSDB, explicou ainda que, por conta do novo cargo, precisa arcar com altos custos de vestimenta, de cabelo, de maquiagem e de comida. Ela afirmou ainda que já encaminhou um comunicado desistindo da alta quantia e, agora, espera por uma resposta.

A ministra também comparou sua situação com a de um trabalhador escravo por ter parte do salário contido por causa da lei do dedo. Ao jornal Estado de São Paulo, ela disse não se arrepender de ter feito a relação. “Eu fiz apenas uma analogia. Todo mundo sabe que o trabalho que não é remunerado é considerado trabalho escravo. Agora, porque que as pessoas se apegaram somente a isso? Isso é que eu não entendi”, disse. “Por acaso alguém trabalharia 12, 14 horas por dias e diz que não quer salário? Que não gosta de salário? Quem faria um negócio desse?”, acrescentou.

Desistência
A assessoria de imprensa do Ministério dos Direitos Humanos informou ontem (2), que a ministra Luislinda Valois vai desistir do pedido que fez ao governo para acumular o seu salário com o de desembargadora aposentada, o que lhe garantiria vencimento bruto de R$ 61,4 mil.


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