Pai de santo charlatão é preso por extorquir vítimas em trabalho para recuperar a pessoa amada em três horas

Conhecido como Pai Bruno da Pombagira, o homem começou a exigir, através de contato telefônico, o pagamento de novas quantias para fazer o trabalho.
25/11/2017 10h19 - Atualizado em 28/11/2017 15h54
Foto: Reprodução

Alex Alberto de Souza, de 30 anos foi preso em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ele encontrava-se foragido após ser condenado a quatro anos e dez meses em regime semiaberto em um processo por estelionato, extorsão e formação de quadrilha. Alex foi preso em flagrante em junho de 2012, pela 14ª DP (Leblon), na companhia de Edmar Santos de Araújo, mais conhecido como Pai Bruno da Pombagira.

À época, Alex foi apontado como motoboy de Edmar. A dupla foi detida após ameaçar e extorquir um homem que havia procurado o falso pai de santo para que ele fizesse um trabalho para recuperar a pessoa amada em três horas.

De acordo com a vítima, Edmar e mais duas secretárias começaram a exigir, através de contato telefônico, o pagamento de novas quantias para que o trabalho de feitiçaria fosse terminado. A vítima, desconfiada de que se tratava de um golpe, procurou a polícia.

Em sua defesa, Alex alegou durante o processo que somente cumpriu com o seu trabalho de motoboy. Já Edmar alegou que não há estelionato na conduta daquele que oferece providência espiritual, por ser um tema atinente a fé, constitucionalmente assegurado.

Contudo, para o juiz Vinícius Marcondes de Araújo, da 27ª Vara Criminal, a conduta dos dois deixou clara a demonstração de má-fé e do dolo de estelionato e extorsão. Na decisão que condenou Alex e Edmar, o magistrado afirmou que se explora a ingenuidade, a fragilidade e a boa-fé alheias por cobiça financeira.


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