Servidores municipais aprovam indicativo de greve em Carta de Princípios em busca de reajuste e Plano de Cargos

Entre os pontos, está um indicativo de greve para o dia 7 de dezembro, caso o prefeito Arthur Neto não responda à categoria.
10/11/2017 14h33 - Atualizado em 10/11/2017 14h33
Foto: divulgação

Servidores municipais da Área não Específica da Prefeitura de Manaus aprovaram na noite desta quinta-feira (9), uma Carta de Princípios onde relacionam compromissos que vão exigir por parte do Executivo Municipal. Entre os pontos, está um indicativo de greve para o dia 7 de dezembro, caso o prefeito Arthur Neto não responda à categoria sobre as reivindicações até o próximo dia 30 de novembro.

“A continuação do silêncio por parte do prefeito em relação às nossas reivindicações será entendida pela categoria como uma negativa às nossas solicitações”, explicou o presidente Associação dos Servidores Efetivos do Município de Manaus (Asemm), Lúcio Rocha.

A aprovação da Carta de Princípios aconteceu durante reunião no auditório do Sindicato dos bancários, onde também participaram servidores do Sindicato do Meio Ambiente (Sindiambiente); da Associação dos Guardas Municipais de Manaus (Agmman); e Sindicato dos Guardas Municipais do Estado do Amazonas (Sindguarda-AM), além da própria Asemm. Na oportunidade, também manifestaram apoio à categoria os sindicatos dos Trabalhadores Psicólogos do Amazonas (Sintra-PSI) e dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical)

A reação dos servidores foi motivada após o prefeito de Manaus ter preterido os servidores da área não específica – em torno de 1.400 pessoas – do reajuste concedido aos demais servidores municipais no dia 26 de outubro, sob a justificativa de não haver data-base. “Estamos lutando pelo nosso Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) de forma organizada desde 2016 e mais recentemente, solicitamos um reajuste emergencial de 10%, à medida que estamos com o salário-base congelado em R$ 415,00 desde 2008”, esclarece Rocha. “E até agora, o prefeito não nos deu uma resposta”, acrescenta.

Na Carta de Princípios, as associações e sindicatos dos servidores exigem tratamento isonômico no reajuste de remuneração dos servidores da Área não Específica, com reajuste de 10%, a partir de 1º de janeiro de 2018, como medida intermediária até a aprovação do PCCV. “Estamos lutando pelo aumento de R$ 41,50 no salário-base, uma quantia insignificante em relação ao trabalho e dedicação dessa parcela de servidores, que incluem garis, engenheiros, jornalistas e muitos outros profissionais”, disse Rocha. “A postura da Prefeitura, por meio do secretário de Finanças, que preteriu esses 1.400 servidores no recente aumento que concedeu a outras categorias, mostra descompromisso para com esses servidores. A Prefeitura mostra seu poder financeiro com todo mundo, mas despreza quem movimenta a máquina pública. Vamos denunciar esse descaso e lutar para acabar com essa desigualdade”, complementou Rocha.

A Carta de Princípios será encaminhada ao prefeito Arthur Neto e aos vereadores do município.


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