Advogado do ex-goleiro Bruno assume defesa de Gustavo Sotero e diz que ele agiu como um representante do Estado

Claudio Delledone Júnior disse que o cliente dele foi vítima do advogado e agiu em legítima defesa.
04/12/2017 14h30 - Atualizado em 5/12/2017 15h31
Foto: Reprodução

O advogado Claudio Delledone Júnior, assumiu a defesa do ex-delegado de polícia Gustavo Sotero, que atirou e matou o advogado Wilson de Lima Justo Filho na casa noturna Porão do Alemão, no dia 25 de novembro. Em entrevista coletiva Claudio disse que o cliente dele foi vítima do advogado e agiu em legítima defesa.

Delledone Júnior fez uma ampla defesa do delegado e afirmou que ele agiu para se defender e garantir o acautelamento da arma que portava. Segundo o defensor, Gustavo Sotero agiu não epenas como pessoa, mas como um representante do Estado.

Segundo o advogado Sotero foi atingido por um soco de quem praticava artes marciais e não teve outro meio de reagir senão atirando no advogado Justo Filho. Ele também afirmou que houve duas vítimas no episódio: o delegado que foi agredido e o advogado que foi morto. E afirma que naquela noite ninguém saiu para matar.

Ainda de acordo com o a defesa do ex-delegado, como autoridade policial no local Sotero tinha a obrigação de guarnecer a arma, “de acautelar seu armanento” e por isso desfere os disparos de arma de fogo, depois de ser vítima de agressão e tentar parar o advogado.

Ao descrever a cena mostrada no vídeo que circulou na internet do circuito interno da casa noturna Porão do Alemão, o advogado Delledone Júnior afirmou que “estamos diante de um caso clássico de legítima defesa”.

Pedido de liberdade
A defesa também disse que vai pedir a liberdade de Sotero, que está preso na Delegacia Geral de Polícia desde o dia da morte do advogado. O pedido de liberdade será feito depois da conclusão do inquérito, que o advogado aposta que será favorável a Sotero.

“Nós vamos também advogar a liberdade do doutor Gustavo. Nós acreditamos e iremos, sempre confiando no Poder Judiciário do Estado, endereçar um pedido de liberdade para o doutor Gustavo Sotero ao seu tempo. Aguardamos a conclusão desse inquérito policial, porque a conclusão do inquérito policial irá trazer mais luzes àquilo que já está captado e documentado e mostrado, que foi a ação dele, legítima, sob o pálio de uma excludente de ilicitude, Quem mata em legítima defesa, mata uma excludente de ilicitude”, disse.


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