Condenado da Lava Jato pede para passar Réveillon no exterior e justiça nega

No pedido, o advogado de Fernando Baiano, utilizou como justificativa uma das cláusulas do acordo de colaboração premiada firmado com a força-tarefa da Lava Jato.
28/12/2017 14h45 - Atualizado em 28/12/2017 14h45
Foto: Reprodução

A Justiça do Paraná já negou pelo menos dois pedidos de condenados da Lava Jato que solicitaram autorização para viajar no período de festas de final de ano. Apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção envolvendo a Petrobras, o lobista Fernando Baiano pediu para passar o Natal e o Ano Novo com a esposa e os filhos fora do país. Baiano informou que a volta estaria prevista para o dia 02 de janeiro de 2018.

O local da viagem não foi informado pela defesa do lobista. No pedido, o advogado de Fernando Baiano, utilizou como justificativa uma das cláusulas do acordo de colaboração premiada firmado com a força-tarefa da Lava Jato.

O trecho da delação diz que o acusado tem o direito de visitar a família por até dez dias a cada três meses na hipótese de a família do colaborador, por motivos de segurança, fixar residência fora do país.

Além disso, o lobista alegou que vem enfrentando dificuldades financeiras e não teria condições para arcar com os custos da viagem da esposa e dos dois filhos para o Brasil para as festas de fim de ano.

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O Ministério Público Federal se manifestou pelo indeferimento do pedido, uma vez que a mudança de residência dos familiares do executado para o exterior não teria ocorrido por motivos de segurança.

Os procuradores do MPF também afirmaram que a viagem seria incompatível com o cumprimento da pena, já que o acusado não ficaria recolhido no período noturno como determina delação premiada.


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