Empresário do Backstreet Boys e N’Sync abusava sexualmente de contratados

Fontes afirmam que os cantores ficavam dias em sua casa e vários foram vistos saindo de seu quarto de madrugada abotoando as calças.
09/12/2017 15h12 - Atualizado em 9/12/2017 15h12
Foto: Reprodução

O ex-empresário dos Backstreet Boys e do N’Sync de Justin Timberlake, Lou Pearlman, é muito mais do que um empresário fraudulento, que fugiu em janeiro deixando para trás um rombo de mais de 400 milhões de dólares. A revista ”Variety” informa em sua edição de novembro que os meninos recrutados por eles para encantar as meninas incautas com sua beleza e voz tinham que passar pelo teste do sofá.

A “Variety” cita inúmeros testemunhos de pessoas que viram Pearlman acariciar seus protegidos na frente de todos e até por baixo da mesa em jantares de negócios. Muitos jovens cantores ficavam dias em sua casa e vários foram vistos saindo de seu quarto de madrugada abotoando as calças.

Era voz corrente que muitos deles pagavam um preço alto pela fama. “Alguns caras brincavam, perguntando aos outros se já tinham deixado Pearlman dar uma mamadinha”, disse à revista Stene Mooney, um aspirante a cantor que morou dois anos na casa do empresário. “O cara era um predador sexual. Todo mundo sabia qual era a dele. Se alguém disser que não estará mentindo.”

Alguns ex-integrantes de bandas acham que esta foi a motivação principal do empresário ao decidir formar sua primeira banda em 1992, os Backstreet Boys. “Sinceramente, acho que Lou nunca pensou que eles seriam um tremendo sucesso. Ele só queria meninos bonitos à sua volta, mas de repente caiu um raio e nasceu um império. Foi pura sorte,” opina Rich Cronin, vocalista da boy band Lyte Funky Ones, contratada de Pearlman.

Pearlman também usava as boy bands como anteparo para enganar investidores. Muitos que lhe confiaram seu dinheiro ficavam deslumbrados por terem acesso às estrelas pop esquecendo-se de fiscalizar a aplicação de recursos. Quando acordaram, já era tarde.

Durante 15 anos ele enganou mais de dois mil investidores, roubando-lhes US$ 317 milhões que eles não viram de volta até agora. Vários bancos também foram atrás dele por causa de US$ 130 milhões em empréstimos não pagos. Ninguém sabe onde o homem está.

Segundo a revista, Pearlman gostava de ter a casa cheia de rapazes bonitos de suas bandas. Sua mansão em Orlando tinha TV, filme pornográficos, muito champagne e uma cama ultra king size onde ele farreava com seus rapazes, que o chamavam de Big Poppa. Muitos aceitavam seus avanços como o preço a pagar por uma promessa de enriquecimento rápido. Que era ilusória.

Em 1997 os Backstreet Boys finalmente acordaram e foram à justiça contra Pearlman. De 1993 a 1997, os cinco integrantes receberam apenas US$ 300 mil, o que dava uns US$ 12 mil para cada por ano. Pearlman ficava com milhões de dólares a pretexto de ser o cara que pagava as contas e os demais descobriram que ele também recebia como o sexto integrante do grupo.

“Ele me enganou completamente. Ficava com aquele papo de ‘somos uma família’ e na verdade era tudo por dinheiro”, queixou-se Kevin Richardson, ex-integrante do Backstreet Boys.

O N’Sync e outras bandas também processaram e ganharam, mas o empresário ficou com os direitos das músicas, uma fonte de renda capaz de cobrir todas as perdas em juízo para seus ex-contratados.

Ray Cronin, vocalista da banda LFO, conta que Pearlman sempre o afagava com um papo furado de que usava técnicas ancestrais que iriam torná-lo irresistível se os dois formassem um elo durante a massagem. “Eu tinha que morder a bochecha para não rir. Tinha um papo de reforçar a aura, era tão óbvio e tão nojento. Ele chamava a gente para a casa dele a pretexto de discutir alguma coisa de trabalho e a gente tinha que suportar as mãos dele em nosso corpo”.

O Backstreet Boy Nick Carter também parece ter sido vítima, mas ele e a família abafaram o caso, segundo fontes ouvidas pela revista.


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