Esposa de Melo presta depoimento na Polícia Federal

De acordo com a PF, o depoimento deve terminar ainda nesta tarde. Ela deve ser liberada após o interrogatório.
22/12/2017 14h57 - Atualizado em 23/12/2017 13h51

Foto: Divulgação


A esposa do ex-governado do Amazonas, José Melo (PROS), Edilene Oliveira, foi encaminhada para prestar depoimento na sede da Polícia Federal em Manaus, na manhã desta sexta-feira (22). Cassado por compra de votos na eleição de 2014, Melo foi preso na quinta-feira (21) durante a terceira fase da Operação Maus Caminhos, que apura desvios de verba e fraudes na Saúde.

A ex-primeira dama não foi presa, mas teve o nome bastante citado pelos comandantes da operação “Estado de Emergência”. De acordo com o delegado Alexandre Teixeira, da Polícia Federal, foram constatadas movimentações financeiras atípicas nas contas de empresas de Edilene Oliveira. Pelo menos dois salões de beleza que ela figura como sócia ou proprietária foram alvos de mandados de busca e apreensão na manhã de ontem.

Na gestão de José Melo, Edilene Oliveira não era apenas a primeira-dama. Ela foi a presidente do Fundo de Promoção Social (FPS), com status e salário de secretária de Estado. Ela deixou o posto após a cassação do ex-governador, determinada em janeiro de 2016 pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio deste ano.

De acordo com a PF, o depoimento deve terminar ainda nesta tarde. Ela deve ser liberada após o interrogatório.

Durante a operação, na quinta-feira (21), a PF esteve em um salão de beleza de Edilene Gomes, no bairro Vieiralves, Zona Centro-Sul de Manaus. “Nas empresas da esposa do ex-governador, existem duas empresas em nome dela ou de que ela é sócia, existiram movimentações financeiras atípicas. Elas também foram alvo de busca e apreensão”, disse Teixeira.

A participação de Melo no desvio de verbas da saúde foi identificada por meio de conversas telefônicas interceptadas entre o irmão do ex-governador, Evandro Melo, e Mouhamad Moustafa, apontado como chefe do esquema.

Além da prisão preventiva de José Melo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sete imóveis residenciais e comerciais localizados na Região Metropolitana de Manaus, na quinta-feira.


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