Facções planejam comemorar aniversário de massacre nos presídios do Amazonas com nova chacina

Os planos das facções preveem mortes fora dos muros das cadeias, fato que deixa a população vulnerável e aumenta a sensação de terror causada pelos bandidos.
15/12/2017 15h54 - Atualizado em 18/12/2017 16h29
Foto: Reprodução

Um ano após o massacre de 1º de janeiro de 2017 no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), facções criminosas que atuam no Amazonas planejam promover outro show de horrores em Manaus em “comemoração” ao aniversário da maior tragédia da história do sistema prisional do Estado.

Os planos das facções preveem mortes fora dos muros das cadeias, fato que deixa a população vulnerável e aumenta a sensação de terror causada pelos bandidos.

Esta semana, o vice-governador e secretário de Segurança Pública do Estado, Bosco Saraiva, disse ter conhecimento de informações que circulam neste sentido dentro e fora dos presídios e que o sistema de inteligência da pasta tem monitorado essa movimentação.

Visitas aos presos
Este ano, as famílias de detentos não poderão visitar os presos nas unidades do sistema prisional do Amazonas no Natal, dia 25, e no Ano Novo, primeiro dia do ano de 2018. As visitas, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), estão programadas para os dias 24, véspera de Natal, e 31, último dia do ano. Ambas os dias caem no domingo.

Quando questionada sobre o calendário a Seap descartou que as visitas nesses dois dias tenham alguma relação com medidas de segurança adotadas visando evitar um novo massacre como o que ocorreu no dia 1º deste ano, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). O massacre, considerado o segundo maior do sistema prisional brasileiro, atrás apenas do “Massacre do Carandiru”, com 111 presos mortos, resultou em 56 mortes.


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