José Melo usou recursos públicos para valorizar sítio em que vivia, diz PF

O ramal foi o único a ser asfaltado na região e o processo foi feito com dinheiro público exclusivamente para dar acesso ao sítio do ex-governador.
21/12/2017 14h13 - Atualizado em 22/12/2017 15h49

Foto: Reprodução


A Polícia Federal (PF) encontrou R$90 mil guardados em sítio no Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros de Manaus em linha reta) propriedade do ex-governador cassado José Melo, preso na terceira fase da operação “Maus Caminhos”, denominada “Estado de Emergência”.

De acordo com o delegado federal Alexandre Teixeira, José Melo em sua gestão usou recursos públicos para valorizar o sítio – o mesmo onde ele foi preso. Segundo o superintendente, o ramal foi o único a ser asfaltado na região e o processo foi feito com dinheiro público exclusivamente para dar acesso ao sítio do ex-governador.

A PF encontrou movimentações financeiras atípicas nas contas de pelo menos duas empresas da esposa de José Melo, a ex-primeira dama do Estado, Edilene Gomes de Oliveira. Além disso em análise feita em cima do patrimônio do ex-governador constatou-se que o mesmo era incompatível com salários dele como servidor público.

Apelidos
Ainda segundo a PF Melo era chamado de “velhinho” ou “professor” pelos integrantes de uma organização criminosa que desviava recursos da Saúde do Amazonas.

Conforme a PF, José Melo chegou a criar um “gabinete de crise” para facilitar os recebimentos dos pagamentos de propina da organização criminosa. Tal “gabinete de crise” seria composto pelas secretarias estaduais de Saúde, Casa Civil, Fazenda e Administração e Gestão, cujos secretários titulares à época foram presos na semana passada durante a deflagração da segunda fase da “Maus Caminhos”, nomeada de “Custo Político”.


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