Churrasco em espeto e bebida em garrafa de vidro estão proibidos no Carnaval de Manaus

Bandas, blocos, eventos carnavalescos e pré-carnavalescos realizados em vias e locais públicos de Manaus devem acontecer até o limite de 23h. Determinações foram anunciadas pelo governador do AM em exercício, Bosco Saraiva.
13/01/2018 15h11 - Atualizado em 15/01/2018 16h11
Foto: Reprodução

Novas regras no carnaval de Manaus. Bandas, blocos, eventos carnavalescos e pré-carnavalescos realizados em vias e locais públicos de Manaus devem acontecer até o limite de 23h. Além disso, a venda de churrascos em espetos e bebidas alcoólicas ou não em garrafas de vidro durante as atividades está proibida.

As determinações foram apresentadas neste sábado (13) pelo governador em exercício e secretário de Segurança Pública, Bosco Saraiva, em reunião com organizadores de bandas carnavalescas de Manaus.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) vai fiscalizar o cumprimento das regras e penalizar organizadores que descumprirem a regulamentação, com a possibilidade até de bloqueio de licenças para eventos por um ano.

De acordo com a pasta, as medidas são focadas na segurança dos foliões e na melhor aplicação das forças de segurança pública. As regras constam de portaria conjunta, assinada por órgãos do Governo do Estado e da Prefeitura de Manaus.

“Em todos eles (eventos), grandes ou pequenos, haverá uma patrulha de prontidão para dar segurança. Os eventos abertos estão limitados até 23 horas. Esse é o horário que tem a troca de turno das polícias. Depois disso, à meia noite, é quando os ônibus param de circular e, com isso, as pessoas que têm dificuldades de se deslocar ficam a mercê de assaltantes. Essas medidas são para preservar as pessoas”, afirmou Bosco Saraiva.

De acordo com o titular da SSP, a venda de churrascos em espetos e bebidas alcoólicas ou não em garrafas de vidro representa um risco a segurança dos brincantes. Copos de vidro e a entrada de pessoas com materiais pontiagudos também serão barradas nas barreiras de triagem que as organizações das bandas serão obrigadas a montar.

Até a sexta-feira passada, o Corpo de Bombeiros registrou 102 pedidos para a realização de eventos carnavalescos em vias públicas da capital.

Além dos Bombeiros, é preciso registrar o evento nas Polícias Militar, Civil, no Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), Manaustrans, na Secretaria Municipal de Finanças (Semef), na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), na Superintendência Municipal de Tranportes Urbanos (SMTU) e na Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp).

“Estaremos integrados a todo o sistema de segurança em prol de dar um carnaval seguro para a sociedade amazonense, onde o Corpo de Bombeiros se faz presente, antecipadamente, dando as devidas autorizações para que ocorram as bandas e blocos na maior segurança possível”, destacou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Mauro Freire.

Novas regras
Pelas novas regras, os organizadores das bandas devem encaminhar os documentos de liberação do evento com 15 dias de antecedência ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), para serem incluídos no portfólio de operações integradas do sistema de segurança.

De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel David Brandão, o efetivo da polícia militar será responsável pela segurança dos arredores do evento e pelo acompanhamento da triagem. Mas, os organizadores são obrigados a contratar segurança particular.

“A banda tem que ter a segurança particular contratada pelo coordenador do evento. Mas estaremos com a Polícia Militar acompanhando a quantidade de pessoas e o material que vai entrar, dando suporte às pessoas que vão entrar. A PM é responsável pela segurança do entorno”, enfatizou Brandão.

Operação nas ruas desde o dia 6
Desde o último sábado (6), a SSP deu início a Operação Alegoria Proibida, que faz parte do planejamento estratégico de fiscalização das forças de segurança e ocorrerá durante todo o período carnavalesco.

Segundo o responsável pela Secretaria Executiva-Adjunta de Planejamento e Gestão Integrada (Seagi), coronel Fábio Pacheco, o objetivo é garantir a segurança da população durante os festejos carnavalescos.

“Os órgãos se agrupam no colegiado e integradas têm sobre essas demandas dos solicitantes dos eventos. Cada um, claro, nas suas atribuições, mas o colegiado também fala conjuntamente. Inclusive com seus poderes de notificação educativa”, explicou Pacheco.


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