Defesa diz que vai tentar reverter prisão preventiva de Melo e Edilene Oliveira em Brasília

Para a defesa não há fato novo que justifique a prisão e o casal não representa risco a ninguém.
04/01/2018 13h09 - Atualizado em 5/01/2018 17h03
Foto: Divulgação

O advogado José Carlos Cavalcanti Júnior, que atua na defesa do ex-governador José Melo (Pros) e agora da ex-primeira-dama do Estado Edilene Oliveira, disse que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região para tentar reverter a prisão temporária de seus clientes.

Edilene Oliveira foi levada à sede da PF na manhã desta quinta-feira (4) após ter a prisão preventiva decretada pela juíza federal Jaiza Maria Pinto Fraxe, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal (MPF). José Melo, que já estava preso na sede da PF desde domingo (31) e esperava ser solto hoje, teve a prisão temporária convertida em preventiva.

A defesa de Melo e o plantão da PF confirmaram ainda que os dois devem ser transferidos para o presídio ainda hoje. A informação é que Melo deve ser encaminhado para o Centro de Detenção Provisório Masculino (CDPM 2) e Edilene para o Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF).

Para Cavalcante, não há fato novo que justifique a prisão e que o ex-governador, para um idoso de 72 anos de idade, não representa risco a ninguém e porque, também, segundo ele, preso, Melo vira alvo das facções criminosas por ter sido o governador que mais apreendeu drogas e combateu o crime organizado no Amazonas.

Sobre o argumento da juíza Jaiza Fraxe de que a ex-pirmeira-dama teria tentado destruir provas, ele ironizou:

“As provas que supostamente teriam sido destruídas eram ceras de depilação”, disse ele.

Sobre supostas intimidações que teria sido feitas pela ex-primeira-dama, o advogado tratou como “o imaginário das pessoas”.


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