Plano de saúde Hapvida terá que pagar R$ 30 mil à família de criança por negar atendimento emergencial

Na recepção da emergência, funcionários da empresa impuseram à mãe “o pagamento de R$ 700 ou a vida do filho”.
19/01/2018 15h11 - Atualizado em 20/01/2018 15h45
Foto: Reprodução

A operadora de plano de saúde Hapvida foi condenada pelo 11º Juizado Especial Cível da Comarca de Manaus a pagar R$ 30 mil à família de uma criança de 1 ano e 8 meses de idade que precisou de atendimento emergencial, mas lhe foi negado pela empresa.

A criança foi levada à emergência do hospital da Hapvida com pedaços de vidro na boca, e com suspeita de ter engolido outros.

Na recepção da emergência, funcionários da empresa Hapvida Assistência Médica impuseram à mãe “o pagamento de R$ 700 ou a vida do filho”, conforme escreveu o juiz na sentença.

O titular do juizado, Francisco Soares de Souza, julgou que a Hapvida foi negligente e não prestigiou a vida da criança, dando mais valor a formalismos do contrato.

Para o juiz, essa atitude inaceitável causou “violento abalo emocional” na criança e na sua mãe.

“Estou convicto de que nenhum ser humano em estado de aflição, querendo salvar o filho, merece esse tratamento”, complementou o magistrado.

Em sua defesa no processo, a Hapvida alegou que a cliente tinha seis dias de atraso no pagamento da mensalidade e por isso não faria o atendimento da criança.

Nem a cliente informando que atualizaria o pagamento em seguida sensibilizou a empresa a prestar o socorro de urgência.

O juizado levou em consideração que acima da questão do atraso no pagamento de mensalidade de plano de saúde está “o direito à vida como um dos mais importantes direitos, inclusive superior a todos agitados na defesa constante nos autos”, afirmou na sentença.

Todas as informações constam do processo 0607020-64.2016.8.04.0092.


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