Ronaldo Tiradentes diz que Alessandra Campêlo assinou CPI da Saúde para criar discurso em ano eleitoral

De acordo com Ronaldo a parlamentar teria se certificado antes com seus colegas de que não há disposição para a oitava assinatura.
23/02/2018 17h52 - Atualizado em 24/02/2018 16h09
Fonte: Reprodução

Redação AM POST

A intenção da deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB) de dar a sétima das oito assinaturas necessárias para instalação da proposta de CPI da Saúde, que pretende investigar os mais de 600 contratos entre a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) e empresas privadas nos últimos cinco anos, foi questionada nesta sexta-feira (23) no programa “Manhã de Notícias”, Ronaldo Tiradentes, como tentativa de criar discurso em ano eleitoral.

De acordo com Ronaldo a parlamentar teria se certificado antes com seus colegas de que não há disposição para a oitava assinatura no requerimento da proposta que precisa da adesão de, ao menos, um terço do plenário (oito dos 24 deputados).

Para Tiradentes, Alessandra tem dois discursos. Publicamente, fala que combate corrupção e “nas internas, se beneficia de recursos da Susam fruto de ato de desonestidade”. Ele também relembrou que após o nome da deputada ter aparecido na Operação Maus Caminhos como tendo ganhado diárias de hotel em Brasília ela foi à tribuna da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) se vitimizar ao dizer que era ataque por ser mulher. “Desculpa dissimulada, esfarrapada. Como se mulher não praticasse atos de corrupção”, disparou o apresentador.

Já assinaram a proposta de CPI da Saúde os seguintes deputados: José Ricardo, Luiz Castro (Rede), Sabá Reis (PR), Sinésio Campos (PT), Platiny Soares e Augusto Ferraz, ambos do DEM, e Alessandra Campêlo.


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