Policiais decidem manter paralisação na quinta-feira (15) por Amazonino não ceder a todas as reivindicações

Segundo a categoria o governador os recebeu “armado de fúria, dando esporro e causando constrangimento”.
13/03/2018 16h17 - Atualizado em 14/03/2018 16h18
Foto: Divulgação

Representantes de três associações de categorias dos praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros anunciaram em coletiva de imprensa nesta terça-feira (13) que vão manter ato de paralisação dos serviços para o próximo dia 15. No momento da declaração da categoria o governador Amazonino Mendes (PDT) assinava a promoção de 2.096 policiais militares.

Por meio das associações, os praças reivindicam o pagamento de reposição salarial, atrasada há três anos, manutenção da lei 1.404, que permite promoção por tempo de serviço e promoção de mais 2 mil policiais além das que o governador assinou hoje.

De acordo com o governador, as promoções são resultado de ampla discussão com a categoria, que assinaram ata validando essa decisão.

Para os representantes dos policiais e bombeiros militares, esse encontro com o governador não teria sido assim tão civilizado.

Segundo disseram à imprensa hoje, o governador os recebeu “armado de fúria, dando esporro [descompostura] e causando constrangimento. Queremos diálogo, uma reunião civilizada”.

Como constitucionalmente não podem fazer greve, a estratégia vai ser de faltar ao serviço durante três dias. De acordo com os presidentes das associações, não haverá acúmulo de policiais em nenhum lugar para não caracterizar motim, considerado crime nas leis militares.


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