Lula se reúne com ex-ministros e lideranças do PT para analisar se ele se apresentará à PF

Grupo discute estratégias de defesa do ex-presidente e se ele irá se apresentar ou esperar que a polícia o busque para levá-lo a Curitiba.
06/04/2018 14h02 - Atualizado em 6/04/2018 15h40
Foto: Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discute na manhã desta sexta-feira (6) sua próxima estratégia de defesa com lideranças do PT, ex-ministros e os advogados dele na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP).

O grupo também analisa se Lula se apresentará à Polícia Federal ou se vai esperar os agentes irem buscá-lo para começar a cumprir pena de prisão no processo do triplex em Guarujá (SP).

A defesa já tenta impedir que Lula seja preso com um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) – que ainda está sendo analisado pelo ministro Félix Fischer, relator dos casos da Lava Jato no STJ.

O ex-presidente está no sindicato desde a noite anterior, após o juiz Sérgio Moro expedir a ordem de prisão para que Lula comece a cumprir a pena. Moro deu prazo até as 17h desta sexta para que Lula se apresente.

Os advogados de Lula também protocolaram no Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, uma medida cautelar com um pedido de liminar para que o governo brasileiro impeça a prisão do ex-presidente até o exaurimento de todos os recursos jurídicos.

Ordem de prisão
A ordem de prisão veio menos de 24 horas depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) recusar habeas corpus preventivo para que Lula ficasse em liberdade até que se esgotassem os recursos em todas as instâncias judiciais.

A decisão permite que o ex-presidente seja preso quando acabarem as possibilidades de apelação na segunda instância, representada no processo pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

No pedido de habeas corpus ao STJ, a defesa argumenta que Moro não poderia mandar prender Lula porque ainda há um último recurso possível no TRF-4.

Madrugada no sindicato
Lula passou a madrugada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O ex-presidente ficou sozinho entre 2h30 e 7h na sala da presidência, onde dormiu em um espaço privativo. Ele se levantou por volta de 7h30.

Pela manhã, Lula recebeu a visita do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, da ex-ministra Eleonora Minicucci, do ex-ministro Celso Amorim, do tesoureiro nacional do PT Emídio de Souza, do senador Lindbergh Farias e da deputada Maria do Rosário.

Do lado de fora, alguns apoiadores também passaram a madrugada em frente à sede do sindicato – e o grupo aumentou ao longo da manhã. Segundo policiais militares, cerca de 1 mil pessoas se concentram no entorno do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e há um trio-elétrico no local.

Ao chegar no sindicato, a deputada federal Maria do Rosário afirmou que Lula não deve se entregar. “Não vamos tirar o Lula do meio do povo e entregar a cabeça dele em uma bandeja para o Moro e sua vontade política de destruir o principal líder do país.”


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