MTST ocupa tríplex atribuído a Lula em ação após prisão de ex-presidente

Coordenador do MTST, Guilherme Boulos, disse que a ação é uma denúncia “à farsa judicial que levou Lula para a prisão”. Lula está preso na PF do Paraná desde 7 de abril.
16/04/2018 14h07 - Atualizado em 16/04/2018 14h33
Foto: reprodução

Militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e do grupo Povo Sem Medo invadiram nesta segunda-feira (16) o apartamento tríplex no Guarujá (SP) atribuído ao ex-presidente no processo que resultou na prisão do petista no início deste mês.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o coordenador do MTST e pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, disse que a ação é uma denúncia “à farsa judicial que levou para a prisão”.

“Se o tríplex é do então o povo está autorizado a ficar lá e vai se tornar o tríplex da resistência. Agora, se o tríplex não é do , então o Sérgio Moro vai ter que mandar o alvará de soltura hoje mesmo, porque ele foi preso por algo que não é dele”, acrescentou.

Os militantes estenderam um cartaz na varanda do apartamento com a frase “Se é do é nosso”.

, que lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de outubro, está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal no Paraná, em Curitiba, onde começou a cumprir a pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex.

foi condenado por ter recebido o tríplex como propina paga pela empreiteira OAS em troca de contratos na Petrobras, de acordo com entendimento de Moro e dos três desembargadores da 8ª Turma do TRF-4.

O petista, que é réu em outros seis processos, nega ser dono do imóvel e diz ser alvo de uma perseguição política promovida por setores do Judiciário, do Ministério Público, da Polícia Federal e da imprensa para impedi-lo de ser candidato à Presidência.

Desocupação
Após cerca de duas horas de ocupação, os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo deixaram o apartamento triplex no Guarujá, no litoral paulista, atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pelo Twitter, Guilherme Boulos, coordenador do movimento e pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, considerou a ação da Polícia Militar arbitrária, pois foi feita sem ordem judicial.

“A polícia deu prazo para a saída do MTST do triplex, sob pena de prisão de todos os ocupantes. O triplex foi desocupado, mas o recado ficou. É evidente que não tinham ordem: quem pediria a reintegração de posse?”, questionou Boulos.


*** Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o AM POST.


Contato Termos de uso