ONU desmente Globo e nega tratativas sobre família de Kaysar

Durante a final do BBB 18, Tiago Leifert havia dito que a ONU ajudaria o brother a resgatar a família.
21/04/2018 16h00 - Atualizado em 23/04/2018 15h47
Foto: Reprodução

Nos últimos meses, os brasileiros se solidarizaram com o drama vivido por Kaysar, do BBB 18, que sonha em trazer sua família que mora em Aleppo, na Síria, para o Brasil.

Na noite da última quinta-feira, 19, após a final do Big Brother Brasil, reality em que o sírio foi vice-campeão, o apresentador Tiago Leifert surpreendeu ao revelar que a Organização das Nações Unidas ajudaria o brother a resgatar a família do país asiático que há sete anos enfrenta uma guerra civil.

Com a repercussão da notícia, Leifert mudou, entretanto, o tom do diálogo em entrevista nesta sexta-feira, 20, ao Vídeo Show e disse que “a ONU não vai entrar lá [na Síria] falando ‘cadê a família do Kaysar?’, não é isso. Ela é uma organização humanitária que consegue responder as perguntas que ele tem”, declarou.

Já de acordo com informações do jornal o Estado de S.Paulo, o Alto Comissariado das Nações Unidas Para os Refugiados (Acnur), órgão ligado à ONU e responsável por esses assuntos, disse que a questão envolvendo a família do participante do BBB 18 é mais complexo do que parece.

Ainda segundo a Acnur, a Globo não entrou em contato para discutir as tratativas de trazer a família de Kaysar para o Brasil.

GUERRA
A guerra na Síria, que teve início em 15 de março de 2011 quando a população saiu às ruas para protestar contra o desemprego, entre outras questões, e foi reprimida pelo governo, o que levou ao surgimento de forças rebeldes que passaram a reagir às arbitrariedades do ditador Bashar al-Assad, dura sete anos e não tem um fim iminente.

O conflito no país se intensificou com a intervenção de forças externas favoráveis e contrárias a Assad, e o posterior surgimento de movimentos internos, como o Estado Islâmico, notório grupo terrorista, responsável por diversos atentados em países da Europa, nos Estados Unidos e na própria Síria.

Até o momento, estima-se que pelo menos 500 mil pessoas tenham morrido em decorrência da guerra, cinco milhões tenham se refugiado em outros países, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), e outros milhões são considerados deslocados internos, ou seja, são pessoas forçadas a fugir de suas residências, mas, diferentemente dos refugiados, eles não cruzaram fronteira internacional e ficam se deslocando dentro do próprio território.


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