Fachin quer esmiuçar condutas de Braga e outros senadores do MDB denunciados na Lava Jato

O relator da Lava Jato quer estabelecer as ligações individualizadas dos políticos citados com o que foi delatado.
18/05/2018 15h38 - Atualizado em 19/05/2018 15h37
Foto: reprodução

O ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (17), prazo de três dias para que a procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, dê detalhes da denúncia de repasse de R$ 40 milhões da J&F ao senador Eduardo Braga (MDB-AM) e outros políticos do partido.

As informações são baseadas na delação do ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado e do ex-dirigente da J&F Ricardo Saud. Nos depoimentos, a dupla cita Renan Calheiros (AL); Jader Barbalho (PA); Romero Jucá (RR); Eunício Oliveira (CE); Vital do Rêgo (PB), hoje ministro do Tribunal de Contas da União); Eduardo Braga (AM); Edison Lobão (MA); Valdir Raupp (RO); e Roberto Requião (PR), entre outros nomes.

Fachin quer esmiuçar as condutas suspeitas de cada um dos dez medebistas que serão investigados pela Polícia Federal no inquérito que ele mandou abrir nesta semana. O relator da Lava Jato quer estabelecer as ligações individualizadas dos políticos citados com o que foi delatado.

O dinheiro teria sido repassado a pedido do Partido dos Trabalhadores (PT), de acordo com a denúncia. Apesar de boa parte da verba ter sido repassada de “forma legal”, Saud afirmou que tudo ocorreu a pedido do PT para comprar parlamentares do outro partido, para manter a unidade política, já que havia risco de ruptura, o que colocaria em dúvida a governabilidade na época.


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