Secretário de governo será convocado para explicar Segurança no Amazonas

Anézio Brito deverá comparecer na Aleam para debater com parlamentares as medidas necessárias para conter a violência.
10/05/2018 15h51 - Atualizado em 11/05/2018 17h49
Foto: Reprodução

O aumento da violência no Amazonas, especialmente no interior do Estado, levou o deputado estadual Luiz Castro (Rede) pedir a convocação do secretário de Segurança Pública, Anézio Brito de Paiva à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) para dar explicações sobre o problema. O parlamentar anunciou a solicitação nesta quarta-feira (9), durante seu pronunciamento, da tribuna da Casa.

De acordo com Luiz Castro, a convocação do secretário é necessária para que ele possa vir debater com os parlamentares as medidas necessárias para conter a violência, a criminalidade na capital e no interior.
“Quero destacar Coari, entre as problemáticas do interior, que passa por uma gravíssima crise de segurança: assassinatos, roubos, furtos, muita violência, que já coloca o município com o maior índice de homicídios no Amazonas, proporcionalmente; além de estar entre as 50 cidades (com mais de 100 mil habitantes) mais violentas do Brasil. Peço apoio aos parlamentares, para que possamos ter as oitivas”, assinalou o deputado.

Números
Tanto em Manaus quanto no interior, os números da criminalidade têm crescido. Em Coari, houve mais de 200 assassinatos, em apenas três anos. Os dados apontam que o município tem maior uma violência proporcional do que a capital.

As pessoas são assaltadas e mortas à luz do dia, os comerciantes têm seus estabelecimentos assaltados e famílias inteiras estão atemorizadas por conta das invasões na calada da noite. Ainda segundo Luiz Castro, os bandidos entram nas casas, roubam e agridem os moradores.

“Recebi relatos de tiroteios entre facções criminosas a luz do dia. E os problemas não estão só Coari, mas Atalaia do Norte, onde aconteceu um assassinato brutal; em Envira, onde houve uma morte suspeita; até mesmo municípios em que a Polícia Militar está atuando de uma maneira mais efetiva, como em Apuí, há um delegado de Polícia Civil sozinho, sem um escrivão, um comandante, um investigador, ou seja completamente desguarnecido das condições mínimas que precisa ter para trabalhar com capacidade”, salientou o parlamentar.


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