Testemunha liga vereador ao assassinato de Marielle Franco

Marcello Siciliano estaria incomodado com a parlamentar, que tentava combater o avanço da milícia.
09/05/2018 15h04 - Atualizado em 9/05/2018 15h04
Foto: reprodução

Uma testemunha ouvida no inquérito que apura a morte da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista dela, Anderson Gomes, ligou um vereador e um homem apontado como o chefe da milícia que atua na Zona Oeste do Rio de Janeiro ao assassinato de ambos, ocorrido em 14 de no centro da capital.

O depoente – que trabalhava para o grupo paramilitar – relatou ter acompanhado três reuniões entre Marcello Siciliano, do PHS, e Orlando Oliveira de Araújo, ex-policial militar que está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó justamente pela suspeita de chefiar um grupo de milícia.

De acordo com a testemunha, o vereador e o ex-PM estariam incomodados com a atuação parlamentar de Marielle, que estava focada em combater o avanço da milícia em comunidades de Jacarepaguá. No início de abril, um assessor de Siciliano, que havia sido intimado a depor como testemunha nas investigações, foi executado a tiros na região.

Ao jornal O Globo, Marcello Siciliano negou qualquer ligação com o crime. “Sou um homem de bem, correto. Não sou safado. Não sou criminoso. Tenho família. Tenho quatro filhos, três netos. Todos estão me ligando, preocupados. A Marielle era minha amiga. E não faria isso [assassinar alguém] nem com a Marielle, nem com ninguém.”

Nas redes sociais, o vereador chegou a publicar uma foto ao lado de Marielle Franco lamentando seu assassinato.


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